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Publicado por em dez 29, 2020 em Destaque, Uncategorized |

Uma Homenagem a Sarah Maldoror

Uma Homenagem a Sarah Maldoror

Por Carla Oliveira, especial para o site da Accirs. Pioneira do cinema africano, Sarah Maldoror foi uma das vítimas fatais da pandemia de COVID-19, que deixa este ano de 2020 tão enlutado. Cineasta Sarah Maldoror Embora tenha nascido na França, em 1939, a origem étnica de Sarah Maldoror remonta às Antilhas, espaço de resistência da cultura negra. Seu pai era natural de Guadalupe – ilha próxima à Martinica, terra de Aimé Césaire e de Frantz Fanon, intelectuais que propagaram os movimentos de Negritude e Pan-Africanismo, respectivamente – e também do Haiti, país onde ocorreu a primeira revolução vitoriosa contra o racismo, o colonialismo e o imperialismo. Sarah Maldoror estudou Artes Dramáticas em Paris e cofundou, em 1956, o grupo Companhia de Arte Dramática de Griots, composto unicamente por atores negros, com os quais encenou peças de Sartre, Genet e Césaire. Passou a se envolver com os movimentos africanos de libertação. Conheceu exilados, como o escritor angolano Mário Pinto de Andrade, fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e...

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Publicado por em dez 7, 2020 em Destaque, Uncategorized |

A memória, o pertencimento e outras questões

A memória, o pertencimento e outras questões

Por Ivonete Pinto, especial para o site da Accirs. O homem atrás da janela (2018), de Naum Roberto Gomes, participou da quarta edição da Mostra de Cinema Negro de Pelotas e revê-lo foi uma experiência que reforçou a ideia de como o cinema pode ser transformador quando ecoa como caixa de ressonância de outras vozes. A partir de um microcosmo, podemos enxergar o macrocosmo. Naum Gomes iniciou o filme quando Barak Obama era presidente dos Estados Unidos e o Brasil ainda tinha esperanças. A universidade via crescer as políticas públicas de inclusão e era possível aos alunos falarem de si sem medo de projetar o futuro. Esta rememoração  tem a ver com o prefácio de Ta-Nehisi Coates para o livro  de Toni Morrison, “A Origem dos Outros – Seis ensaios sobre racismo e literatura”. Ela fala do cenário onde Morrison proferiu as palestras sobre “a literatura do pertencimento” que originaram o livro. Coates chama a atenção para o ano de 2016 e os progressos no combate ao racismo nos...

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Publicado por em out 6, 2020 em Destaque, Dossiês, Em destaque, Festival de Gramado |

Dossiê: 48º Festival de Cinema de Gramado

Dossiê: 48º Festival de Cinema de Gramado

Com todas as dificuldades impostas pela pandemia do novo coronavírus, o Festival de Gramado teve edição alternativa no ano de 2020: as exibições de curtas e longas-metragens, além de entrevistas e debates, foram transmitidos online e em parceria com o Canal Brasil. Desta forma, o festival ainda se consagra como uma das mais tradicionais e sólidas janelas de exibição do cinema brasileiro e latino-americano. A Accirs mais uma vez atuou como parceira do Festival e se fez presente com representantes nos júris, na mediação de conversas e em publicações. Muitos dos nossos associados cobriram o evento. Algumas das críticas e artigos publicados foram elencados a seguir. Para ter acesso, basta clicar no título da matéria. Boa leitura! O Imaginário e a sociedade: cinema fantástico, Gramado e algumas reflexões, por Isabel Wittmann, integrante do Júri da crítica Accirs/Abraccine do 48º Festival de Cinema de Gramado Gramado em compasso de espera, por Amanda Aouad, integrante do Júri da crítica Accirs/Abraccine do 48º Festival de Cinema de Gramado Martín Desalvo e o...

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Publicado por em mar 1, 2020 em Destaque, Dossiês, Em destaque |

Dossiê: Prêmio Accirs – Melhores 2019

Dossiê: Prêmio Accirs – Melhores 2019

O Dossiê Prêmio Accirs 2019 reúne textos, entrevistas e reportagens sobre os melhores filmes de 2019, eleitos pela Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul. Além da publicação de conteúdo sobre os vencedores, optou-se por incluir material também sobre os finalistas. Diante do grande volume de novas produções internacionais, brasileiras e do Rio Grande do Sul, o resultado da eleição, que indicou os três melhores títulos em cada categoria, se reveste de significado pela atenção que direciona a esses filmes no conjunto da produção de 2019. PRÊMIO LUIZ CESAR COZZATTIAida Ferrás Cinéfila Aida Wailer Ferrás, Prêmio Destaque Accirs 2019, por Fatimarlei Lunardelli MELHOR LONGA ESTRANGEIROParasita, de Jong Boon-ho Parasita – Uma casa, duas famílias e muitos gêneros, por Bianca Zasso Memórias do subsolo: relatos de naufrágio e descenso, por Carla Oliveira “Parasita”: fascinante mistura de gêneros ilustra questões sociais marcantes dos nossos tempos, por Matheus Pannebecker Parasita vs. Assunto de família, por Ivonete Pinto Parasita, por André Kleinert Parasita: sobre porões, subsolos e escadarias, por Jaqueline Chala Parasita:...

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Publicado por em set 9, 2018 em Destaque |

Festival de Loucuras

Festival de Loucuras

por Paulo Casanova, para o site da ACCIRS A 46ª edição do Festival de Cinema de Gramado começou com uma boa notícia: as sessões iniciariam uma hora mais cedo! Após anos reclamando com Deus, todo mundo e até com o pároco da Igreja São Pedro, os organizadores decidiram atender aos reclames dos críticos, entre muitos outros, e passaram a iniciar as sessões de exibição uma hora antes em relação à tradição. As sessões noturnas começaram às 18 horas ao invés das tradicionais 19 horas. O resultado foi espectadores noturnos felizes, especialmente os críticos, que puderam jantar em paz durante praticamente todo o Festival. Hurrah! De barriga cheia e boa vontade, este crítico encarou a maratona típica do Festival: filmes em competição, palestras, debates, mostras não-competitivas e as homenagens. Tudo pontual e correto. Porém, toda a boa vontade do mundo não escondeu o desconforto com dois filmes selecionados para a competição que desistiram do Festival, colocando os curadores na posição incômoda de trocar às pressas os filmes fujões por outros, antes...

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Publicado por em set 3, 2018 em Artigos, Destaque, Festival de Gramado |

As possibilidades da animação como relato

As possibilidades da animação como relato

por Gabriel Carneiro, integrante do Júri da Crítica do 46º Festival de Cinema de Gramado, especial para o site da ACCIRS A cada ano, fica mais evidente o salto que a animação brasileira deu a partir do momento que se passou a incentivá-la em políticas culturais, ainda que timidamente. No último Festival de Cinema de Gramado, as animações representaram o corpo de trabalho mais interessante. Tanto o longa A cidade dos piratas (2018), de Otto Guerra, quanto os curtas-metragens Torre (2017), de Nádia Mangolini, e Guaxuma (2018), de Nara Normande, utilizam a técnica animação com bastante inventividade para imaginar narrativas documentais. Se Torre, considerado o melhor curta pela crítica e pelo público, aposta nas possibilidades do desenho para dar voz a personagens reais obscurecidos pela ditadura militar brasileira, Guaxuma, melhor curta pelo júri oficial, e A cidade dos piratas canalizam questões e dramas pessoais, seja de maneira afetuosa sobre a relação da diretora com uma amiga de infância, no primeiro caso, seja com bastante ironia e humor negro no segundo...

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