Uma Homenagem a Sarah Maldoror
Por Carla Oliveira, especial para o site da Accirs. Pioneira do cinema africano, Sarah Maldoror foi uma das vítimas fatais da pandemia de COVID-19, que deixa este ano de 2020 tão enlutado. Cineasta Sarah Maldoror Embora tenha nascido na França, em 1939, a origem étnica de Sarah Maldoror remonta às Antilhas, espaço de resistência da cultura negra. Seu pai era natural de Guadalupe – ilha próxima à Martinica, terra de Aimé Césaire e de Frantz Fanon, intelectuais que propagaram os movimentos de Negritude e Pan-Africanismo, respectivamente – e também do Haiti, país onde ocorreu a primeira revolução vitoriosa contra o racismo, o colonialismo e o imperialismo. Sarah Maldoror estudou Artes Dramáticas em Paris e cofundou, em 1956, o grupo Companhia de Arte Dramática de Griots, composto unicamente por atores negros, com os quais encenou peças de Sartre, Genet e Césaire. Passou a se envolver com os movimentos africanos de libertação. Conheceu exilados, como o escritor angolano Mário Pinto de Andrade, fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e...
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