Dois bons longas em Gramado 2018
por Sergio Alpendre, integrante do Júri da Crítica no 46º Festival de Cinema de Gramado, especial para o site da ACCIRS Recorte é recorte. Se é pessoal, não tem como ser totalmente objetivo. Algo do gosto de cada curador estará presente, compondo uma seleção em que é praticamente impossível ter só filmes bons, segundo o olhar de um outro. Tendo um bom, entre oito, dez, doze ou quinze, já vale a viagem. Pois os filmes bons são raros, sempre foram, e um festival que acompanha um cenário contemporâneo fatalmente exibirá mais filmes ruins do que bons. É inevitável. E o 46º Festival de Gramado nos brindou com dois bons longas brasileiros (um deles, na verdade, muito bom). Dois belos e distintos exemplos do que podemos fazer de melhor. Um é trôpego, anárquico, crítico e autocrítico, sarcástico e sujo. O outro é redondinho, mas com arestas muito bem controladas e atenção rara aos detalhes do cotidiano. Um é dirigido por um cineasta já bem conhecido do público, e mistura animação...
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