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Publicado por em mar 18, 2022 em Destaque, Uncategorized |

Compre o Livro “50 Olhares sobre o cinema gaúcho”

Compre o Livro “50 Olhares sobre o cinema gaúcho”

A ACCIRS, em correalização com a Opinião Produtora por meio do projeto “Cine Rock”, aprovado pelo Pró-Cultura RS e pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC) do RS, lança 50 Olhares da Crítica sobre o Cinema Gaúcho. O livro, composto por 50 artigos, escritos por 50 críticos, é uma iniciativa inédita no Estado ao reunir reflexões em torno de filmes produzidos desde a década de 1950 até 2020. Para adquiri-lo, basta preencher o formulário abaixo. Em seguida entraremos em contato.O valor do livro impresso é de R$ 50,00 (+Frete) Nome E-mail Telefone CEP Cidade Estado Rua/Avenida Número Complemento Forma de pagamento (PIX, TED ou depósito em conta) Escreva quantos exemplares quer...

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Publicado por em ago 6, 2021 em Destaque, Uncategorized |

Cinemateca(s) sob ataque

Cinemateca(s) sob ataque

Artigo de Marcus Mello publicado originalmente no site Roger Lerina em 05 agosto 2021 Entre as inúmeras declarações, artigos e notas de repúdio divulgadas desde a última quinta-feira, 29 de julho, quando assistimos atônitos a um dos galpões da Cinemateca Brasileira (localizado na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo) ser consumido pelo fogo, poucas foram tão certeiras quanto o desabafo do cineasta mineiro Affonso Uchoa, de A Vizinhança do Tigre e Arábia, que publicou em suas redes sociais: “Demorou quase um ano, mas Bolsonaro e Mário Frias conseguiram o que queriam: a Cinemateca Brasileira arde em chamas e o patrimônio audiovisual brasileiro corre risco de destruição. (…) É só mais um capítulo de um projeto de destruição que, mesmo aos tropeços, segue bem sucedido. Assistimos bestificados ao país se desmanchar em slow motion. O futuro do Brasil é o deserto: essa gente não quer um país, quer um lote para fincar novos empreendimentos”. Como os próprios fatos denunciam, e a declaração de Uchoa bem sintetiza, não se trata de um “acidente” ou mesmo de “uma...

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Publicado por em dez 29, 2020 em Destaque, Uncategorized |

Uma Homenagem a Sarah Maldoror

Uma Homenagem a Sarah Maldoror

Por Carla Oliveira, especial para o site da Accirs. Pioneira do cinema africano, Sarah Maldoror foi uma das vítimas fatais da pandemia de COVID-19, que deixa este ano de 2020 tão enlutado. Cineasta Sarah Maldoror Embora tenha nascido na França, em 1939, a origem étnica de Sarah Maldoror remonta às Antilhas, espaço de resistência da cultura negra. Seu pai era natural de Guadalupe – ilha próxima à Martinica, terra de Aimé Césaire e de Frantz Fanon, intelectuais que propagaram os movimentos de Negritude e Pan-Africanismo, respectivamente – e também do Haiti, país onde ocorreu a primeira revolução vitoriosa contra o racismo, o colonialismo e o imperialismo. Sarah Maldoror estudou Artes Dramáticas em Paris e cofundou, em 1956, o grupo Companhia de Arte Dramática de Griots, composto unicamente por atores negros, com os quais encenou peças de Sartre, Genet e Césaire. Passou a se envolver com os movimentos africanos de libertação. Conheceu exilados, como o escritor angolano Mário Pinto de Andrade, fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e...

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Publicado por em dez 7, 2020 em Destaque, Uncategorized |

A memória, o pertencimento e outras questões

A memória, o pertencimento e outras questões

Por Ivonete Pinto, especial para o site da Accirs. O homem atrás da janela (2018), de Naum Roberto Gomes, participou da quarta edição da Mostra de Cinema Negro de Pelotas e revê-lo foi uma experiência que reforçou a ideia de como o cinema pode ser transformador quando ecoa como caixa de ressonância de outras vozes. A partir de um microcosmo, podemos enxergar o macrocosmo. Naum Gomes iniciou o filme quando Barak Obama era presidente dos Estados Unidos e o Brasil ainda tinha esperanças. A universidade via crescer as políticas públicas de inclusão e era possível aos alunos falarem de si sem medo de projetar o futuro. Esta rememoração  tem a ver com o prefácio de Ta-Nehisi Coates para o livro  de Toni Morrison, “A Origem dos Outros – Seis ensaios sobre racismo e literatura”. Ela fala do cenário onde Morrison proferiu as palestras sobre “a literatura do pertencimento” que originaram o livro. Coates chama a atenção para o ano de 2016 e os progressos no combate ao racismo nos...

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Publicado por em out 23, 2020 em Uncategorized |

Maldito Cinema

Maldito Cinema

Por Cristian Verardi, produtor e curador da Mostra A vingança dos Filmes B, especial para o site da Accirs I Inferno Estético Em A Linguagem secreta do cinema, Jean-Claude Carrière descreve a reação do público muçulmano diante das primeiras sessões de cinema ocorridas nas colônias francesas na África pós 1º Guerra Mundial.  Segundo Carrière, uma antiga e rígida tradição os proibia de representar a forma e a face humana, pois eram criações exclusivas de Deus. Portanto, assim que o filme começava a ser projetado na tela, temendo que estivessem cometendo uma heresia, fechavam os olhos, e assim permaneciam até o final da exibição. Em seguida Carrière lança uma questão, refletindo que não seríamos tão diferentes do público muçulmano daquele período: “Mas será que não abrigamos, no fundo de nós mesmos, algum tabu, ou hábito, ou incapacidade, ou obsessão, que nos impede de ver o todo ou uma parte do audiovisual que cintila fugazmente diante de nós”? Sempre me fascinaram questões envolvendo os efeitos da imagética de um filme sobre...

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Publicado por em out 13, 2020 em Uncategorized |

Rita Azevedo Gomes, e as saudades de ir ao cinema

Rita Azevedo Gomes, e as saudades de ir ao cinema

Por Carla Oliveira, do Zinematógrafo e do Cineclube Academia das Musas, especial para o site da Accirs Rita Azevedo Gomes é uma cineasta portuguesa de grande talento. Sua obra singular se destaca por um rigor formal, uma plástica sublime e por sua erudição.  A Vingança de uma mulher (2012), considerado por muitos como a sua obra-prima, foi exibido em Porto Alegre na ocasião em que o Cineclube Academia das Musas lançou a primeira edição de sua revista digital, que conta com uma imagem desse filme maravilhoso em sua capa. Essa sessão especial ocorreu em agosto de 2017, na Cinemateca Capitólio, e, desde então, nunca mais tivemos a oportunidade de vermos os filmes da Rita em salas de cinema, aqui em nossa cidade. Temos a expectativa de ver A Portuguesa (2018), um dos seus filmes visualmente mais impactantes, quando o isolamento social devido à pandemia de covid-19 acabar, mas, por enquanto, nossas experiências cinéfilas estão restritas ao que podemos acessar em nossos ambientes domésticos. Eis que, neste período em que...

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