Pluralidade feminina domina os curtas gaúchos
Por Siliane Vieira Somos muitas e a diversidade cruza nossas histórias. Essa multiplicidade de identidades e trajetóriasfemininas esteve grafada na seleção de curtas gaúchos participantes do Prêmio AssembleiaLegislativa, no 49º edição do Festival de Cinema de Gramado. Entre os 23 filmes concorrentes desteano, pelo menos 14 exibiram mulheres entre os seus protagonistas e onze deles foram dirigidos (oucodirigidos) por cineastas mulheres. Essa representatividade – crescente, ainda bem – dá conta deconstruir um amplo discurso, conduzido por diferentes vozes que merecem ser ouvidas. Um exemplo é o vencedor da categoria melhor filme, Desvirtude, que dimensiona o peso de umtema como o racismo na vida de uma jovem universitária. Um olhar que traz embutido muito do quea própria realizadora audiovisual Gautier Lee, que levou o prêmio de melhor direção pelo curta,vivenciou no ambiente acadêmico sendo a única formanda negra em sua turma. A narrativa criadapara o filme discute ainda o despreparo das instituições e coloca outra personagem feminina (umaprofessora) no papel de quem comete a agressão à aluna, discutindo o “ser...
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