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Publicado por em fev 10, 2016 em Dossiês |

Dossiê :: Cinema Gaúcho na Mostra de Tiradentes 2016

Dossiê :: Cinema Gaúcho na Mostra de Tiradentes 2016

  Entre os dias 22 e 30 de janeiro de 2016 aconteceu a 19° edição da Mostra de Cinema de Tiradentes. Este evento, que ocorre todo ano na história cidade do interior de Minas Gerais, não é importante apenas pela qualidade da seleção dos filmes apresentados, mas também por sua estratégica posição no calendário cinematográfico brasileiro. Afinal, trata-se do primeiro grande festival do ano, aquele no qual todos os olhos de cinéfilos e admiradores estarão voltados logo no mês de abertura da temporada, dando início a verdadeiras maratonas atrás de novos talentos e aumentando as expectativas em relação ao futuros sucessos que ainda irão entrar em cartaz. Mais de uma centena de títulos foram escolhidos pela curadoria da 19° Mostra de Tiradentes. Destes, cinco foram produções realizadas no Rio Grande do Sul: dois longas e três curtas – a maioria, é importante destacar, em sistema de pré-estreia nacional. Associados da ACCIRS – Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul – foram convidados a escrever artigos inéditos...

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Publicado por em fev 10, 2016 em Artigos, Críticas |

Vento (2015), por Robledo Milani

Vento (2015), por Robledo Milani

  “O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria”. Com esses singelos dizeres de Mário Quintana, o inesquecível “poetinha”, a diretora Betânia Furtado inicia o belo Vento, curta de animação finalizado na metade de 2015 e que teve uma das suas primeiras exibições públicas no dia 30 de janeiro de 2016, durante 19° Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais. Em pré-estreia nacional, o filme de apenas 13 minutos foi apresentado dentro da Mostrinha, uma programação especial de filmes voltados ao público infantil. Mas o que se vê na tela é indicado a qualquer tipo de espectador, sem delimitação de idade. Em cena, acompanhamos o cotidiano de Gabriel, uma criança solitária. Ele vive com os pais em uma comunidade beira-mar que vive da pesca e das variações do tempo. A única certeza ali parece ser o som do vento, que sopra sem parar e é, em última instância,...

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Publicado por em fev 5, 2016 em Artigos, Críticas |

As Aventuras do Avião Vermelho (2014), por Monica Kanitz

As Aventuras do Avião Vermelho (2014), por Monica Kanitz

  Os realizadores gaúchos Frederico Pinto e José Maia assinam a direção de As Aventuras do Avião Vermelho, longa de animação adaptado do livro homônimo de Erico Verissimo. A obra original é de 1936; o filme chegou aos cinemas no final de 2014. Apesar de todo este distanciamento, o roteiro da história (feito a seis mãos por Frederico Pinto, Camila Gonzatto e Emiliano Urbim) garante a originalidade da história protagonizada por Fernandinho, um garoto travesso de 8 anos que literalmente atormenta quem está à sua volta. Num universo que oferece recursos cada vez mais especiais e mirabolantes, As Aventuras do Avião Vermelho parece um desenho animado à moda antiga. Os personagens – todos criados no papel – têm traços simples e estão cercados de uma certa ingenuidade. Mas o Fernandinho do filme já vive numa época de videogame, celular e sabe bem o que significa ser hiperativo. Na falta da mãe (que já morreu), o pai sempre ocupado tenta acalmar o guri de várias maneiras, até que descobre o...

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Publicado por em fev 4, 2016 em Artigos, Críticas |

Madrepérola (2015), por Leonardo Bomfim

Madrepérola (2015), por Leonardo Bomfim

  Dirigido por Deise Hauenstein, Madrepérola apresenta-se como um documentário sobre jovens mulheres que têm suas vidas afetadas pelas expectativas (dos outros e delas) diante dos padrões de beleza. O que costuma incomodar em filmes construídos a partir da montagem de entrevistas relacionadas a um grande tema, ainda mais com a limitação do tempo, é a famigerada “síndrome de Huguinho, Zezinho e Luisinho” (a definição é cortesia do crítico Sérgio Alpendre): ela surge quando a pluralidade dos depoimentos de diversas pessoas é espremida e unificada na tentativa de construir uma linha narrativa singular – geralmente baseada num interesse prévio do realizador. Em suma: filmes de escuta feitos por quem não quer ouvir.   Em Madrepérola, as perguntas que ficam no ar parecem confirmar essa estrutura. Por exemplo: uma mulher que sempre foi gorda naturalmente tem uma vivência diferente de outra que engordou num determinado momento. Não sabemos muito bem quem está compartilhando aquelas narrativas. E sobram frases, pedaços de histórias. Mas é justamente na suposta traição de uma complexidade...

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Publicado por em jan 27, 2016 em Notícias |

Tormenta é a primeira estreia do cinema gaúcho em 2016

Tormenta é a primeira estreia do cinema gaúcho em 2016

  O CineBancários (Rua General Câmara, 424, Centro) volta do seu recesso na próxima quarta-feira (03) com o documentário gaúcho Tormenta, de Lucas Costanzi. O longa será exibido, além da sua data de estreia, nos dias 4, 5 e 10 de fevereiro nas três sessões diárias (15h, 17h e 19h).Os ingressos podem ser adquiridos no local a R$8,00. Estudantes, deficientes, idosos, bancários sindicalizados e jornalistas sindicalizados pagam R$4,00. O média-metragem é o primeiro documentário produzido pela Sabujo Filmes, produtora audiovisual independente gaúcha, e teve sua estreia na abertura da mostra não-competitiva do 43º Festival de Cinema de Gramado. O filme também foi exibido no Festival Internacional de Cabo Verde e já estreou em dois canais de conteúdo internacional: Arte 1 e Prime Box Brazil. Baseado na reviravolta na vida da artista plástica Vera Tormenta Goulart, o filme embarca em uma viagem à Paris do pós-Guerra, passando pela boemia do Rio de Janeiro dos anos 1950 e vai até a mudança radical do país nos anos 1970 – época em...

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