Outono Celeste (2015), por Renato Cabral
Uma garota, Clara (Ana Paula Schneider) e seu namorado (Ian de Mello) acampam à noite em uma floresta. Essa premissa já clama para um filme de suspense, terror e, como é o caso, de ficção-científica. Trabalhar esta mescla de gêneros é um tanto quanto previsível em produções universitárias e, dependendo, o resultado pode ficar duvidoso. Mas certamente não é o que assistimos por aqui. Partindo dos clichês próprios à temática, de certa forma, o diretor Iuri Minfroy subverte as expectativas para construir o seu Outono Celeste. Produção realizada através da Universidade Federal de Pelotas, da qual diretor e equipe são graduandos em Cinema e Audiovisual, somos impactados na trama já de início, quando o namorado é pulverizado por um ser extraterrestre. E é a partir daí que a história, que possui apenas uma fala, se desenrola. Nossa protagonista se vê sozinha com esse invasor e, assim é construída uma relação que beira ao voyeurismo. Os espaços de ambos vão sendo invadidos aos poucos, um pelo outro. Através de...
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