Comida que tem poder (Estômago, 2007)
por Marcos Santuário Estômago é a estréia, em grande estilo, do talentoso, simpático e generoso diretor paranaense Marcos Jorge. Discreto e sem estrelismo, com fala mansa e inteligência perceptível, assume, com serenidade algumas de suas influências. Conta que, para construir o universo culinário e filosófico de Estômago deixou-se influenciar pelo prazer sem culpa de A Festa de Babete, de Gabriel Axel, e pela fábula neo-barroca de Peter Greenaway, construída em O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante. Em sua obra cinematográfica, Jorge trata da ascensão e queda de Nonato, este cozinheiro que vira chef por seu talento especial, cuja temática de vida transita entre dois temas universais: a comida e o poder. Indo mais a fundo: a comida como meio de adquirir poder. Nesta trajetória, ele acaba na cadeia e lá continua um processo de aprendizado, para ele e para o espectador. Além de um roteiro inteligente, inspirado em contos inéditos de Lusa Silvestre, a produção de Marcos Jorge também oferece um banquete visual. Cenas muito bem...
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