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Publicado por em jul 27, 2009 em Uncategorized |

Holly Vs. Bolly (Quem Quer Ser Um Milionário, 2008)

por Robledo Milani Desde 2004, quando o fantástico Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei foi escolhido como melhor filme do ano, tendo sido premiado em todas as 11 categorias a que concorria, nenhuma produção repetia tal performance como Quem Quer Ser um Milionário?, que no último dia 22 de fevereiro arrebatou oito das nove estatuetas a que fora indicado. E por que foi preciso que um longa pequeno, independente, relativamente barato e sem nenhum nome minimamente conhecido no elenco arrebatasse a atenção e a preferência de todos dessa maneira? Estaria Hollywood começando a demonstrar interesse na – verdadeira – maior indústria cinematográfica do planeta? E, quem sabe, aprender com eles como reconquistar a audiência do grande público, cada vez mais ligado em formas alternativas – internet, celulares, DVDs – de se assistir aos filmes? Afinal, tudo são negócios, não é mesmo? Ou estaria essa mudança de rumo ligada a conceitos muito mais profundos do que os meramente econômicos? Quem Quer Ser um Milionário teve um orçamento de...

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Publicado por em jul 27, 2009 em Uncategorized |

Uma análise dos planos físicos e imateriais da realidade (Donnie Darko, 2001)

por Misael Lima Em 2001, o diretor estreante Richard Kelly, juntou um elenco de grandes talentos, com talentos promissores, em uma produção independente que tinha como grande trunfo um roteiro difícil e intrigante. O filme contava com a força da produtora Drew Barrymore, atriz famosa desde os anos 80 e que aceitou investir na produção, desde que pudesse fazer uma ponta. Com uma cifra ínfima de 4 milhões de dólares, Donnie Darko foi lançado diretamente em DVD, onde tornou-se, quase de maneira instantânea, um fenômeno cult. A história trazia o então desconhecido Jake Gyllenhaal (O segredo de Brokeback Mountain) como o personagem título do filme. Perturbado, ele conversa com Frank, um coelho gigante, que após salvar a sua vida lhe diz que o mundo vai acabar em 28 dias, 6 horas, 42 minutos e 12 segundos. O filme é um emaranhado de tramas que passam desde a física aplicada, com viagens no tempo e dimensões paralelas, até sutilezas que o enchem de significados e análises mais profundas do comportamento...

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Publicado por em jul 27, 2009 em Críticas, Inéditos |

Em busca do olhar perdido (Um Olhar a Cada Dia, 1995).

por Adriano de Oliveira Pinto Uma lacuna existente no meio cinéfilo brasileiro foi recentemente preenchida através do selo maranhense da Lume Filmes: desde há algumas poucas semanas, o lançamento nacional em DVD do filme Um Olhar a Cada Dia (To Vlemma tou Odyssea, Grécia e outros países, 1995), de Theodoros Angelopoulos, vem para nos deleitar e ao mesmo tempo nos fazer pensar. O homem evolui no período que separa os dois extremos de um mesmo século? Se a sua resposta é “sim”, saiba que Theo (como é carinhosamente chamado esse realizador) pode achar nem óbvia, nem absoluta, tal asserção. Neste filme, o diretor heleno mostra, à sua moda, que a pureza da alma humana está ficando para trás e que a barbárie, se não cresce, muito menos se extingue ao longo do tempo. A odisseia de um Ulisses moderno é recontada livremente por um Angelopoulos-Homero que, por meio de um protagonista sem nome – um cineasta grego (o americano Harvey Keitel) de volta à sua região natal -, apresenta...

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