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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

“A Serbian Film” está proibido em todos os cinemas brasileiros

Por: Marcelo Portela Belo Horizonte, 09 (AE) – O polêmico filme “A Serbian Film – Terror Sem Limites” está proibido em todos os cinemas brasileiros. A decisão é da Justiça Federal em Minas, que atendeu pedido da Procuradoria da República e concedeu liminar vetando a exibição do longa. A película já estava proibida no Rio de Janeiro e tinha estreia programada para o próximo dia 26 no resto do País. A exibição do “Serbian Film”, que teve a apresentação autorizada pelo Ministério da Justiça com a classificação indicativa de 19 anos, já foi proibida em diversos países por causa das cenas de sexo e violência. A película conta a história de um produtor de filmes pornográficos que é submetido a diversas barbaridades depois de ser obrigado a entrar em um projeto. Entre as imagens que chocaram espectadores onde o longa foi exibido estão as de simulação da participação de um recém-nascido em cenas pornográficas, além de tomadas com sexo explícito, crueldade, necrofilia – sexo com cadáveres -, tortura, suicídio...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

Tempo demais na floresta

A Fita Branca procura, numa remota aldeia alemã do início do século 20, uma explicação para as possíveis origens dosentimento totalitarista Por: Flávio Guirland * Michael Haneke iniciou sua carreira na TV austríaca há mais de 30 anos, e hoje trabalha em vários países da Europa. Nesse meio tempo, consagrou-se através de uma obra prolífica  são mais de 20 filmes como diretor, e outros tantos como roteirista. O motivo que o leva a filmar é quase sempre o mesmo: lançar um olhar crítico e nada lisonjeiro sobre a sociedade, moldada invariavelmente pelo desejo humano de poder, e o subsequente uso desse poder na submissão e humilhação alheias. Não, não poderíamos dizer que Haneke seja um otimista. É de sua autoria Violência Gratuita (Funny Games, 19971), cujo enredo trata de dois jovens psicopatas em uniformes de jogadores de tênis que tomam como refém, torturam e assassinam uma família burguesa em férias  uma análise do exercício da violência como forma de entretenimento. É seu também A Professora de Piano...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

O tempo e o contratempo

Por: Adriano de Oliveira Pinto Contra o Tempo (Source Code, EUA, 2011) é daqueles filmes que começam ganhando o espectador. A sequência de abertura – usando planos gerais e regada pela música incidental de Chris Bacon a lembrar muito a do saudoso John Barry – nos dá um clima de tensão que desemboca na primeira cena pós-créditos iniciais apresentando um passageiro de trem (Jake Gyllenhaal) que desperta confuso em meio a uma viagem a Chicago: não sabendo porque está ali, também enfrenta problemas de identidade.Oito minutos depois, o trem no qual se encontra vem a ser destruído por uma explosão (que saberemos além, é criminosa) a qual atinge também uma outra composição – esta, de carga – na linha férrea ao lado. Aparentemente, não há sobreviventes. Então, o tal passageiro, o militar Colt Stevens, como que acordando de um pesadelo, descobre que está sendo utilizado como cobaia de um projeto de vanguarda chamado de Código-Fonte, pertencente ao Departamento de Defesa do governo americano. Stevens possui um biotipo e mais...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

O segredo de Mussolini

Ao resgatar a figura de Ida Dalser, primeira esposa do ditador fascista, Bellocchio propõe uma analogia entre a obsessão de uma mulher e a adoração de um povo Flávio Guirland* Marco Bellocchio teve uma estréia marcante no cinema, com I pugni in tasca (1965), “os punhos no bolso”, numa tradução livre, dirigido com apenas vinte e seis anos de idade. O filme chamou logo a atenção da crítica, por seu caráter provocador, e assim o foram muitas de suas obras seguintes, como China vizinha (1967) ou O monstro na primeira página (1972). Cineasta prolífico ao longo de seus quase cinquenta anos de carreira (são vinte e três filmes para o cinema, um para a TV, além de seis documentários), Bellocchio tem abordado, com frequência, assuntos relacionados à política ou a personagens da vida pública italiana. A sua inclinação por um cinema de tendência política (melhor seria dizer, por um cinema “politizado”), encontra um prosseguimento natural em Bom dia, noite (2004), sobre o rapto e execução do Primeiro Ministro Aldo...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

Piriapolis en Película 2011

Por: Willian Silveira. O Uruguai não está mais para coadjuvante. Seria esta a conclusão caso pudéssemos sintetizar a fala de cada um dos debatedores, profissionais do cinema e da imprensa, durante a 8ª edição do Piriapolis en Película. O festival que transcorreu no agradável balneário uruguaio durante os dias 5, 6 e 7 de agosto confirmou a suspeita levantada durante a última década por filmes como 25 Watts (Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll, 2001), Whisky (Juan Pablo Rebella e Pablo Stoll, 2004), O Banheiro do Papa (César Charlone e Enrique Fernández, 2007) e Gigante (Adrián Biniez, 2009): o país não está mais para coadjuvante. Realizado no suntuoso Hotel Argentino – cuja construção do início do século XX resgata à memória as primeiras cenas do barroco O Ano Passado em Marienbad –, o clima de diálogo entre produções da América Latina foi a marca do festival. A primeira noite foi reservada quase que exclusivamente para a homenagem a Carlos Sorín. A rememoração da trajetória do diretor argentino e a...

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