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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

Imigração e imagem (Caché, 2005)

Por: Adriana Androvandi Um dos problemas de nossos tempos é a crise de políticas imigratórias de diversos países da União Européia e dos EUA e a forma como suas sociedades tendem a creditar seus medos crescentes a estrangeiros e refugiados. O filme Caché, do alemão radicado na França Michael Haneke (França/Áustria/Alemanha/Itália, 2005), além de abordar diversas questões da contemporaneidade, como a onipresença da imagem, fala da situação de tensão entre imigrantes, representados pelo personagem de Majid, e de cidadãos tradicionais europeus, com o protagonista George. O longa-metragem foi lançado nos cinemas do Brasil no primeiro semestre de 2006, distribuído pela Califórnia Filmes e está disponível em DVD. filmes anteriores do mesmo diretor já lançados no Brasil são Violência Gratuita (1997), Código Desconhecido (2000) e A Professora de Piano (2001), sendo que destes o que também enfoca a questão dos imigrantes é Código Desconhecido, que parece ser um prelúdio do tema que o diretor trataria anos depois em Caché. Pode-se dizer que seus filmes apresentam personagens atormentados, que não raro...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

Navarone, Grécia (Os Canhões de Navarone, 1961)

Por: Adriano de Oliveira Pinto A Segunda Guerra Mundial tendo a Grécia por palco foi tema de alguns poucos filmes hollywoodianos, sendo o mais recente deles O Capitão Corelli (2001), um fracasso. Dirigido por John Madden (de Shakespeare Apaixonado) e estrelado por Nicolas Cage, Penelope Cruz e John Hurt, é o tipo de película que fica na lembrança de modo positivo por um único aspecto e nada mais – no caso, uma emocionante e bem-filmada cena de execução de soldados… e só. Não melhor, o descoladinho (mas sem graça) Fuga para Atenas (1979), conduzido pelo descendente de gregos George Pan Cosmatos, contando com Roger Moore, David Niven, Claudia Cardinale e Telly Savalas no elenco, também não é bom exemplo, se salvando apenas a sua boa fotografia aérea e o plano-seqüência que abre o filme. Ainda bem que nos resta a nostalgia de Os Canhões de Navarone (1961), este sim, um clássico dos war movies. Diversamente de seus congêneres, o filme de 1961 é sério, sem concessões para romances ou...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

Arraste-me para o Inferno (2009)

Por Carlos Thomaz Albornoz O retorno de Sam Raimi ao cinema de horror, depois de mais de 20 anos fazendo filmes ‘sérios’ e comerciais, é uma ótima notícia aos fãs do gênero. Quer dizer que o mestre voltou ao seu posto, e está mostrando aos discípulos como se faz. Por mais que nunca tenha se afastado totalmente do cinema fantástico, Raimi não fazia um filme de horror ‘puro’, sem crossovers (misturas com outros gêneros), desde ‘Uma Noite Alucinante’, de 1987. A dúvida entre seus fãs era simples: será que ele ainda tem o toque que o diferenciava entre os outros diretores do gênero? Resposta, curta e grossa: Tem. ‘Arraste-me para o Inferno’ é o melhor filme americano do gênero em muito tempo, pelo menos desde ‘A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça’. Partindo de uma premissa simples e até certo ponto batida (uma analista de empréstimos de um bando é amaldiçoada por uma cigana e deve descobrir o que fazer para não morrer em três dias), semelhante à da novela...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

Antes que a juventude acabe

Depois de uma bem sucedida trajetória no curta-metragem, Ana Luiza Azevedo finalmente lança seu primeiro longa com Antes que o Mundo Acabe, sensível retrato sobre a adolescência que atesta sua maturidade como realizadora Roger Lerina* Filmar jovens é um desafio que o cinema brasileiro aceitou enfrentar de maneira sistemática apenas recentemente. Se os filmes voltados ao público infantil sempre fizeram parte do panorama de produção no país – com maior ou menor sucesso artístico e comercial -, os títulos tendo no horizonte as plateias pré-adolescentes e adolescentes (grosso modo, entre 10 e 18 anos) são ainda escassos em nossa cinematografia. Uma das razões disso é que o universo adolescente, diferentemente do infantil, parece ser menos apreensível aos adultos – que são quem fazem os filmes – do que o infantil. A despeito das mudanças culturais, sociais e morais que transcorrem entre a infância e a maturidade, há alguma coisa de essencial na forma lúdica com que as crianças se relacionam com o mundo que resiste ao tempo, passível de...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

A censura voltou?

Seminário promovido durante o Festival de Gramado discutiu a censura no caso A Serbian Film Por Ivonete Pinto Na tarde deste sábado, 06, no 39° Festival de Cinema de Gramado, a ABRACCINE, em promoção com a Associação de Críticos de Cinema do RS, ACCIRS, realizou o seminário A censura voltou? O veto ao longa ”A Serbian Film” em questão. O evento aconteceu no dia posterior à classificação do filme para 18 anos. A classificação foi assinada por um dos participantes da mesa, Davi Pires, diretor do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça. Pires fez a participação mais aguardada do seminário, justamente porque seria a oportunidade de se ouvir sobre os critérios que levam à classificação etária dos filmes. O mediador da mesa, Roger Lerina, presidente da ACCIRS, fez um resumo do processo de censura pela qual A Serbian Film passou, iniciando com o pedido do DEM fluminense para proibir a exibição no Rio Janeiro e culminando com a intervenção do Ministério Público de Minas...

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