Páginas
Seções

Publicado por em out 6, 2020 em Destaque, Dossiês, Em destaque, Festival de Gramado |

Dossiê: 48º Festival de Cinema de Gramado

Dossiê: 48º Festival de Cinema de Gramado

Com todas as dificuldades impostas pela pandemia do novo coronavírus, o Festival de Gramado teve edição alternativa no ano de 2020: as exibições de curtas e longas-metragens, além de entrevistas e debates, foram transmitidos online e em parceria com o Canal Brasil. Desta forma, o festival ainda se consagra como uma das mais tradicionais e sólidas janelas de exibição do cinema brasileiro e latino-americano. A Accirs mais uma vez atuou como parceira do Festival e se fez presente com representantes nos júris, na mediação de conversas e em publicações. Muitos dos nossos associados cobriram o evento. Algumas das críticas e artigos publicados foram elencados a seguir. Para ter acesso, basta clicar no título da matéria. Boa leitura! O Imaginário e a sociedade: cinema fantástico, Gramado e algumas reflexões, por Isabel Wittmann, integrante do Júri da crítica Accirs/Abraccine do 48º Festival de Cinema de Gramado Gramado em compasso de espera, por Amanda Aouad, integrante do Júri da crítica Accirs/Abraccine do 48º Festival de Cinema de Gramado Martín Desalvo e o...

Leia Mais

Publicado por em set 10, 2018 em Dossiês, Festival de Gramado |

Dossiê :: 46º Festival de Cinema de Gramado

Dossiê :: 46º Festival de Cinema de Gramado

Já em sua 46ª edição, o Festival de Cinema de Gramado evidenciou sua trajetória initerrupta ao longo dos anos. Apesar das crises, o evento gaúcho que destaca produções brasileiras e latino-americanas, está na ativa por um período que o coloca entre os mais tradicionais do nosso país e do nosso continente latino. Ao longo de uma semana de exibições em longa e curta-metragem, o público e a crítica puderam apreciar um breve panorama do audiovisual nacional do ano. A ACCIRS foi mais uma vez parceira do Festival, co-organizando o júri da Crítica e da Mostra Gaúcha de curtas-metragens e estendendo suas atividades mediando os debates das mostras competitivas e de longas e curtas-metragens gaúchos. Em nosso dossiê, destacamos a presença fortíssima da técnica animação, os longas-metragens gaúchos, as produções nacionais de extremos – da sutileza à transgressão, o encontro dos críticos no evento organizado pela ACCIRS e também o coroamento de uma emblemática produção para o cinema paraguaio, entre outros momentos que marcaram o Festival de Gramado. Boa leitura!   As possibilidades da animação como...

Leia Mais

Publicado por em set 10, 2018 em Críticas, Festival de Gramado |

A praia de Nara

A praia de Nara

por Juliana Costa, especialmente para o site da ACCIRS Como o mar que desmancha nossos desenhos na areia, violento e delicado, assombroso e inexorável, assim é Guaxuma (2018), novo curta-metragem de Nara Normande. Destaque em todos os festivais por onde tem passado, o grande pequeno filme da alagoana arretada também fez história no 46º Festival de Gramado, recebendo merecidamente o prêmio de melhor curta-metragem brasileiro. “Se você abrir uma pessoa, encontrará paisagens, se me abrir, encontrará praias.”, disse Agnès Varda no início de As Praias de Agnès (2008), talvez seu filme mais autobiográfico. A frase, bem como o filme de Varda, sem dúvida ecoa em Nara, que generosamente nos leva no colo, sem medo nem embaraço, por uma viagem através da paisagem da alma de sua infância. Da técnica de animação de areia, rigorosamente escolhida para dar movimento as suas memórias, ficamos com a efemeridade das imagens, assim como da vida, fantasmas de areia que somos. Conferindo um corpo robusto às reminiscências de Nara, ouvimos um relato em primeira...

Leia Mais

Publicado por em set 5, 2018 em Artigos, Festival de Gramado |

As Herdeiras: a pele e o espaço em que se habita

As Herdeiras: a pele e o espaço em que se habita

por Renato Cabral, presidente do júri da crítica no 46º Festival de Cinema de Gramado, especial para o site da ACCIRS Muitas das produções selecionadas pela curadoria do Festival de Cinema de Gramado de 2018 destacaram como temas questões que envolviam moradia, habitação e atos de resistência em um período de especulações e dificuldades financeiras. Esses conteúdos e destaques podem ser visualizados de forma concreta ou fisicamente, se valendo em como seus personagens estão inseridos em locais e narrativas, como também de maneira mais abstrata, pela mentalidade que possuem. Com certa amplitude, podemos fazer uma reflexão a respeito do espaço e territórios em que corpos vivem, habitam e resistem nesses locais ou corpos. Um exemplo sutil desse raciocínio proposto é o filme selecionado para a Mostra de Longas Estrangeiros, o paraguaio As Herdeiras (Las Herederas, 2018), de Marcelo Martinessi. Tendo em vista que os homens presentes na trama possuem pouco protagonismo e quando aparecem se prestam comicamente apenas a carregar caixas e um piano, o filme de Martinessi é essencialmente...

Leia Mais

Publicado por em set 3, 2018 em Artigos, Destaque, Festival de Gramado |

As possibilidades da animação como relato

As possibilidades da animação como relato

por Gabriel Carneiro, integrante do Júri da Crítica do 46º Festival de Cinema de Gramado, especial para o site da ACCIRS A cada ano, fica mais evidente o salto que a animação brasileira deu a partir do momento que se passou a incentivá-la em políticas culturais, ainda que timidamente. No último Festival de Cinema de Gramado, as animações representaram o corpo de trabalho mais interessante. Tanto o longa A cidade dos piratas (2018), de Otto Guerra, quanto os curtas-metragens Torre (2017), de Nádia Mangolini, e Guaxuma (2018), de Nara Normande, utilizam a técnica animação com bastante inventividade para imaginar narrativas documentais. Se Torre, considerado o melhor curta pela crítica e pelo público, aposta nas possibilidades do desenho para dar voz a personagens reais obscurecidos pela ditadura militar brasileira, Guaxuma, melhor curta pelo júri oficial, e A cidade dos piratas canalizam questões e dramas pessoais, seja de maneira afetuosa sobre a relação da diretora com uma amiga de infância, no primeiro caso, seja com bastante ironia e humor negro no segundo...

Leia Mais

Publicado por em set 3, 2018 em Críticas, Festival de Gramado |

Sem moradia e sem esperança

Sem moradia e sem esperança

por Mônica Kanitz, presidente do Júri da Crítica da Mostra Gaúcha de Curtas-metragens do 46º Festival de Cinema de Gramado, especial para o site da ACCIRS Sem Abrigo, de Leonardo Remor, foi o título escolhido pelo júri da ACCIRS para receber o prêmio da crítica na mostra de curtas-metragens gaúchos do Festival de Cinema de Gramado de 2018. Entre os elementos que justificaram a escolha estão uma combinação caprichada de movimentos de câmera com os silêncios pertinentes da personagem protagonista, vivida com muita sensibilidade pela atriz Rejane Arruda – que ganhou, merecidamente, o prêmio de melhor atriz da mostra. O filme ainda foi vencedor dos troféus de montagem e fotografia, respaldando a escolha do júri da crítica. Leonardo Remor, que também é pesquisador nas linguagens de mídia e artista visual, propõe um olhar atento e humanizado sobre uma figura cada dia mais presente nas grandes cidades: o morador de rua. Nas primeiras cenas de Sem Abrigo, Valéria lembra uma mulher comum, circulando apressada pelas ruas do centro de Porto Alegre em...

Leia Mais