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Publicado por em jun 12, 2016 em Artigos |

Ponto Zero, por Chico Izidro

Ponto Zero, por Chico Izidro

  Responsável pelo clássico do curta-metragem brasileiro O Dia em Que Dorival Encarou a Guarda (1986), o diretor José Pedro Goulart apresenta agora seu primeiro longa-metragem, Ponto Zero. O filme conta a história do adolescente Ênio (Sandro Aliprandini), que na escola é vítima de bullying e em casa sofre com a carência da mãe (Patricia Selonk) e a ausência do pai (Eucir de Souza), um radialista que passa o tempo na rádio e depois indo para a noite. A trama fala de amadurecimento, de crescimento. Na idade de Ênio começa a pintar o desejo sexual, e sem amigos e tímido, ele irá atrás de uma garota de programa, após roubar o carro do pai. É aí que faz sentido o tal ponto zero do título, pois a ação do garoto vai gerar uma série de problemas. Eucir de Souza está muito bem no papel do pai de Ênio, mostrando como age alguém ausente e indiferente com a família. Sua cena, onde destaca a contrariedade de porque uma família deve...

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Publicado por em jun 11, 2016 em Dossiês |

Dossiê :: Prova de Coragem

Dossiê :: Prova de Coragem

Baseado no livro Mãos de Cavalo do escritor gaúcho Daniel Galera, Prova de Coragem é realizado por Roberto Gervitz (Jogo Subterrâneo, 2005) e apresenta a história de Hermano e sua esposa Adri. Ele se prepara para uma escalada de alto risco enquanto se vê às voltas com a gravidez da companheira, com quem vive há mais de 5 anos. Mesmo com a paternidade e responsabilidade batendo à porta, ele decide seguir com o desafio. A decisão perigosa e impulsiva pode trazer diversas abordagens como uma fuga, redenção ou até mesmo um castigo imposto a si próprio. O que parece permear Prova de Coragem é exatamente isto… o que move Hermano? O que move Adri? Produzido pela também gaúcha Monica Schmiedt, que infelizmente faleceu pouco antes de ver o lançamento comercial do filme, Prova de Coragem foi selecionado para festivais nacionais e internacionais como o Festival de Brasília de 2015 e o Montréal World Film Festival. A produção ganha aqui seu dossiê por nossos associados com um apanhado de textos que analisam e buscam compreender um...

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Publicado por em jun 9, 2016 em Artigos |

Ponto Zero e o não-lugar, por Ivonete Pinto

Ponto Zero e o não-lugar, por Ivonete Pinto

Luiz Carlos Merten escreveu que Ponto Zero é um óvni no cinema brasileiro. Se é um óvni para o cinema brasileiro, muito mais ainda para o cinema praticado no Rio Grande do Sul. O objeto voador não identificado estreou no Festival de Gramado de 2015 e agora, com seu lançamento comercial, começa-se a lançar luz sobre a estrutura narrativa, sobre a gênese dos personagens e sobre o que os move. A fortuna crítica já é bem razoável e não faltam interpretações pertinentes sobre as metáforas, como as imagens envolvendo a água. Por isso, talvez, seja o caso de não mais vê-lo como algo tão estranho, mas como algo sem pai nem mãe consanguíneos no cinema local. De fato não é possível apontar que o filme tenha sido influenciado por este ou aquele diretor nacional, muito menos gaúcho. Ponto Zero está mais para Elefante, de Gus Van Sant (EUA, 2003), do que para Antes que o Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo (RS, 2009). Ambos têm como mote os problemas...

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Publicado por em jun 6, 2016 em Artigos |

XII FANTASPOA: Cinema B, diversão e contestação – por André Kleinert

XII FANTASPOA: Cinema B, diversão e contestação – por André Kleinert

O que torna o FANTASPOA uma experiência singular no cenário dos festivais nacionais não é somente o fato de que exibe filmes no gênero fantástico. Até porque produções de tal gênero se encontram com razoável abundância nas salas de cinemas de shoppings. É só citar como exemplos as adaptações para as telas de HQs de super-heróis, os derivados de O senhor dos anéis, as franquias de Crepúsculo e Jogos vorazes (e seus diversos imitadores), os inesgotáveis Star Wars e Star Trek, as infindáveis sequências de Atividade Paranormal e outras séries de terror. O que diferencia o FANTASPOA é que a grande maioria das produções que apresenta em suas seleções faz parte daquilo que se convencionou chamar de Cinema B. É claro que o conceito atual dessa linhagem de produções não é aquele mesmo que se aplicava nos 40 e 50, em que os filmes B eram aqueles produzidos pelos grandes estúdios e que não recebiam os mesmos recursos que uma obra considerada como prioridade pelos principais executivos e produtores. Longe dos...

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Publicado por em jun 6, 2016 em Artigos |

Ponto Zero: entropia, implosão e renascimento – por Danilo Fantinel

Ponto Zero: entropia, implosão e renascimento – por Danilo Fantinel

Durante o crescimento, o amadurecimento psicológico e seus reflexos comportamentais são tão marcantes quanto as mudanças físicas pelas quais o corpo humano passa. O que sentimos, pensamos e fazemos tem sempre um peso muito grande, assumindo dimensões ainda mais dramáticas durante a adolescência quando somos, sim, o centro do mundo. Do nosso mundo. Mundinho esse que vira de cabeça para baixo de um minuto para o outro com facilidade, que se despedaça e se reconstrói continuamente, seja seu dono alguém extrovertido ou um ser atormentado como Ênio (Sandro Aliprandini), personagem principal de Ponto Zero. No filme de José Pedro Goulart, Ênio é uma ilha. Desvinculado de laços familiares acolhedores devido à dissolução do casamento dos pais, isolado na escola, perseguido pelos meninos do bairro, Ênio observa tudo e todos em um processo mudo de assimilação ininterrupta. Deslocado socialmente, o rapaz sofre uma somatória de agressões e rejeições que o levam a um ponto crítico, entrópico, implosivo. Um ponto zero onde tudo recomeça. Um reboot existencial marcado pela tragédia e...

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