Cláudio Cunha lembra como era gostoso o nosso cinema
por Laura Cánepa e Remier Lion Na década de 1970, Cláudio Cunha foi um dos mais poderosos produtores da chamada Boca do Lixo paulistana, local onde se produziram os principais filmes do ciclo conhecido como pornochanchada. Entre os grandes sucessos do produtor e diretor estão títulos hoje pouco lembrados, mas que levaram milhões de brasileiros ao cinema, tais como Snuff – Vìtimas do Prazer (1977), Amada Amante (1978) e A Dama da Zona (1979). Afastado do cinema desde a metade dos anos 80, hoje, Cunha, aos 58 anos, está no livro Guinness como produtor e ator do espetáculo teatral mais longevo do mundo – O Analista de Bagé, em cartaz nos teatros brasileiros desde 1983. Nesta entrevista, ele soltou o verbo e disse o que pensa do passado, do presente e do futuro do cinema brasileiro. Fale um pouco sobre como você chegou ao cinema. Cláudio Cunha – Minha primeira participação no cinema foi como ator, num filme do Roberto Mauro chamado As Mulheres Amam por Conveniência (1972). Na...
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