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Publicado por em jun 9, 2017 em Dossiês |

Dossiê :: Toni Erdmann

Dossiê :: Toni Erdmann

A comédia dramática Toni Erdmann ganhou no Festival de Cannes 2016 o prêmio Fipresci de melhor filme. Produção austro-alemão dirigida e escrita pela cineasta Maren Ade, foi representante da Alemanha ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2017. Um ator sessentão, interpretado por Peter Simonischek, decide restabelecer contato com a filha, para quem foi um pai distante. Ela, vivida por Sandra Hüller, é uma executiva ocupada e estressada, sem tempo para as emoções saudosas do pai. Disposto a quebrar suas defesas emocionais,  incorpora o personagem que dá título ao filme e irrompe na vida da filha criando situações embaraçosas e cômicas. Toni Erdmann foi lançado em Porto Alegre em fevereiro de 2017  e recebeu resenhas críticas de associados da Accirs, este dossiê reúne alguns desses textos. Toni Erdmann, de Maren Ade, por André Kleinert Blog Anti-dicas de Cinema, 15 de fevereiro de 2017. Toni (e Elle) no topo do mundo, por Leonardo Bomfim Blog Textos, Críticas e Anotações sobre Cinema, 2 de junho de 2017. Toni Erdmann, por Pedro Henrique...

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Publicado por em jun 8, 2017 em Artigos |

O ogro vem da Alemanha

O ogro vem da Alemanha

Por Roger Lerina, publicado no jornal Zero Hora em 11 de fevereiro de 2017 Ainda que a comédia não seja um gênero exatamente associado pelo nosso público ao cinema da Alemanha – a escassez desse tipo de filme na programação local reforça essa impressão –, alguns dos maiores comediógrafos das telas tiveram origem germânica, como o alemão Ernst Lubitsch (1892 – 1947) e o austríaco Billy Wilder (1906 – 2002). O mais novo expoente dessa subestimada linhagem é Toni Erdmann (2016), produção austro- alemã que chega ao Oscar como favorita na categoria de filme estrangeiro depois de ter arrebatado dezenas de prêmios internacionais, inclusive o da crítica no Festival de Cannes – finalista também ao Globo de Ouro, perdeu o troféu para o igualmente ótimo Elle (2016). Terceiro longa da diretora, roteirista e produtora Maren Ade, Toni Erdmann é uma característica comédia alemã agridoce, que provoca tanto o riso quanto a reflexão, filiando-se a uma tradição de crítica social de teor satírico exercitada por cineastas como Rainer Werner Fassbinder...

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Publicado por em jun 7, 2017 em Artigos |

Toni Erdmann

Toni Erdmann

Por Thomás Boeira, especial para o site da Accirs. É raro encontrar obras que sejam adoradas de maneira absolutamente unânime pelas pessoas. Isso é até óbvio, mas inevitavelmente me veio em mente enquanto assistia a este Toni Erdmann, longa escrito e dirigido por Maren Ade. Afinal, quando o filme chegou num determinado ponto de sua história, um grupo de pessoas se levantou e saiu do cinema, como se ele tivesse esgotado a paciência delas. É algo até compreensível considerando o senso de humor incomum da narrativa, de forma que aquilo que alguns viam como divertido (e já admito que faço parte deste grupo), para outros talvez fosse uma coisa boba ou simplesmente chata. E duvido que prêmios em Cannes ou indicações ao Oscar possam mudar isso. No filme, Peter Simonischek vive Winfried Conradi, um professor de música que decide ir de surpresa até a Romênia para passar um tempo com a filha Ines (Sandra Hüller), a fim de se reaproximar dela. No entanto, o momento não poderia ser mais...

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Publicado por em jun 7, 2017 em Artigos |

As máscaras em que vivemos

As máscaras em que vivemos

Por Renato Cabral, especial para o site da Accirs A complexidade das relações entre pais e filhos não é novidade em qualquer cinematografia, seja ela americana, brasileira ou, como neste caso, a alemã. Novidade, talvez, seja a abordagem e visão desse tipo de relacionamento, o qual a diretora e roteirista Maren Ade apresenta de maneira tão excepcional em Toni Erdmann (2016), um drama familiar alemão travestido de comédia. Ines (Sandra Hüller) é uma mulher difícil, gélida e distante. Executiva de negócios e muitas burocracias, sua vida parece fundamentada no trabalho. Distanciada da família, esse mundo perfeito e asséptico que ela desenvolveu para manter essa lonjura é colocado em xeque com a visita de seu pai, Winfried (Peter Simonischek). Ele é extrovertido e nada sisudo. Mas parece representar um passado irregular, sem decisões e seriedade que Ines tanto almeja. Chutado pela filha, Winfried retorna tempos depois como seu alter-ego, Toni Erdmann, um mentiroso compulsivo. Subentende-se uma missão de Winfried em trazer uma certa ternura e leveza aos dias da filha...

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Publicado por em abr 20, 2017 em Notícias |

Abraccine lança livro sobre Jean-Claude Bernardet

Abraccine lança livro sobre Jean-Claude Bernardet

Para marcar os 80 anos de Jean-Claude Bernardet, um dos principais teóricos de cinema do país e do mundo, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema e a Paco Editorial lançam Bernardet 80: Impacto e influência no cinema brasileiro.  Será no Festival É Tudo Verdade, em São Paulo, no dia 25 de abril, e no Sesc Palladium, em Belo Horizonte, no dia 27. A obra foi organizada pelos críticos Ivonete Pinto, associada da Accirs, e Orlando Margarido, de São Paulo. Também participam da publicação os críticos da Accirs Renato Cabral, que fez a arte da capa e Daniel Feix, um dos autores do volume que reúne 15 artigos escritos por nomes ligados à realização (roteiristas, diretores), à academia (ex-alunos hoje exercendo a docência, a pesquisa e a crítica) e pesquisadores (teóricos no Brasil e no exterior). Capa do Livro – Foto: Júnior Araújo – Arte: Renato Cabral Este é o segundo livro lançado pela Abraccine que pretende investir, cada vez mais na reflexão crítica: “Nosso desejo é lançar uma...

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