E de repente, a vida vai ao filme
por Amanda Santo Difícil haver alguém que nunca tenha imaginado a vida como um filme. Comédia, drama e uma pitada de suspense pelo desfecho. Escolhe-se trilha, roteiriza-se situações, cria-se fantasias para a própria trama real. E, então, vê-se que não se é personagens de um Show de Truman; os passos são guiados por nada além dos acontecimentos e suas emoções – mas, afinal, não é disso que o cinema é feito? Como uma chave mestra, foi justamente a emoção que deu ao cineasta Juan Zapata a ideia de fazer seu último filme, Ato de Vida – que, por si só, roteirizou o que nem o diretor havia imaginado. O documentário, realizado entre 2006 e 2008, nasceu de um singelo convite: “Não olha o sangue, olha só o que está acontecendo”, sugeriu, diante de imagens de um parto, a mulher que se tornaria personagem central. A protagonista Susana Pacheco é mãe, esposa, ex-bailarina, artista. E quase como uma coroação a tudo isso, ela faz o que considera alimento da alma:...
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