Gramado em compasso de espera
Por Amanda Aouad, integrante do Júri da crítica Accirs/Abraccine do 48º Festival de Cinema de Gramado O olhar observativo na competitiva internacional Em sua 48ª edição, o tradicional Festival de Gramado foi parar na tela do Canal Brasil. Ironia que nem Wim Wenders e seus convidados poderiam prever no documentário Quarto 666 onde provocativamente questionavam sobre o futuro do cinema e a possível substituição pela televisão. Mas, diante da pandemia, foi a solução possível para não interromper a sequência de exibições. Funcionou inclusive para que mais pessoas pudessem ter acesso às exibições. Em casa, longe da experiência coletiva, da tela grande, da acústica favorável, Gramado pode resistir em 2020, apesar de tudo e até mesmo de uma seleção irregular, em especial na competitiva de longas nacionais. A competitiva internacional também não arrebatou grandes emoções, ainda que trouxesse maior equilíbrio. Curiosamente trouxe, também, um olhar observativo que chama a atenção. O único documentário selecionado foi o uruguaio El gran viaje al país pequeno, de Mariana Viñoles que levou o prêmio...
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