Um filme de e sobre cinema (Crepúsculo dos Deuses, 1950)
por Arno Schuh Junior (aluno do curso de Tecnologia em Audiovisual da PUCRS) Um plano sequência percorre as ruas, apenas para os créditos. Poderiamos pensar que este plano foi apenas concebido para a abertura do filme e suas chancelas, mas após estas últimas vemos que ele tem relevância a história. Carros policiais percorrem a Sunset Boulevard do título original com suas sirenes ligadas. Ocorreu um homício. Podemos definir isto só de ver o plano de Joe Gillis dentro da piscina, mas também ouvimos a narração do referido acontecido. Por conta disso é preciso notar como o filme foge do padrão naturalista tradicional. A estrutura se baseia numa narração irônica de um protagonista falecido e ao longo do filme e especialmente em seu final, a encenação, as atuações e ambientações são hiper-expressivas, tendo um olhar marcante sobre os excessos típicos de um cinema esquecido. Um cinema que não se pretendia naturalista. A própria construção de luzes sobre a figura da protagonista, Norma Desmond, tem em todos os momentos (ainda mais...
Leia Mais