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Publicado por em set 4, 2025 em Artigos, Críticas, Festival de Gramado |

“Um breve panorama sobre o Festival de Gramado”, por Cristian Verardi

“Um breve panorama sobre o Festival de Gramado”, por Cristian Verardi

IA ARTE DA SOBREVIVÊNCIA E DA REINVENÇÃOEntre os dias 13 e 23 de agosto de 2025 a serra gaúcha tornou-se mais uma vez o foco dos holofotes da indústria cinematográfica brasileira. O Festival de Cinema de Gramado chegou a sua 53° edição trazendo na bagagem uma história invejável de celebração ao cinema nacional, além dilemas, como a responsabilidade de uma constante busca por reinvenção; contudo a longevidade do evento atesta a sua astuciosa capacidade de adaptação.O Festival de Cinema de Gramado sempre foi hábil em moldar-se diante das novidades e adversidades, seja lidando com a censura e as pressões políticas do período da Ditadura Militar, com a escassez de produções brasileiras ocasionadas pelos equívocos da Era Collor, quando voltou seu olhar para o cinema latino-americano, ou burlando as constantes crises de patrocínio e financiamento. Hoje os desafios mercadológicos e artísticos convergem na busca de um diálogo na interseção entre o cinema, o streaming, e a utilização de novas ferramentas de linguagem no meio audiovisual, como a inteligência artificial, visto...

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Publicado por em set 4, 2025 em Artigos, Críticas, Festival de Gramado |

“O que eu vi e vivi no Festival de Gramado”, por Cristiano Aquino

“O que eu vi e vivi no Festival de Gramado”, por Cristiano Aquino

Findo mais um Festival de Cinema de Gramado, saio satisfeito com a qualidade da maioria dos filmes selecionados pelos curadores e demais membros dos diversos comitês de seleção.O Festival iniciou com um filme fora de competição, O Último Azul, do diretor Gabriel Mascaro, com Denise Weinberg e Rodrigo Santoro, filme que já iniciou o festival impactando com a mudança de cor do tradicional tapete vermelho, na abertura do festival o tradicional corredor onde transitam famosos e outros nem tanto, o tapete era de um azul vibrante, cor que apesar de meu gremismo, não simpatizei até ver o filme e entender o real significado da cor.Santoro se destacou no primeiro fim de semana do Festival de Gramado, sendo agraciado com o Troféu Kikito de Cristal, homenagem a artistas por sua carreira internacional. Rodrigo Santoro destacou a importância do prêmio em sua coletiva de imprensa na Cristais de Gramado, onde se emocionou lembrando de diversos momentos de sua carreira e do fato de ser o primeiro prêmio que recebeu por sua...

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Publicado por em set 4, 2025 em Artigos, Críticas, Festival de Gramado |

“A Natureza das Coisas Invisíveis”, por Rodrigo de Oliveira

“A Natureza das Coisas Invisíveis”, por Rodrigo de Oliveira

Existe apenas uma certeza em nossa vida: todos morreremos um dia. Apesar disso, não gostamos muito de falar sobre a morte. É raro olharmos de peito aberto para a nossa finitude e encarar essa passagem como algo não necessariamente lúgubre ou pesado. A Natureza das Coisas Invisíveis consegue transmitir com muita sensibilidade e carinho esse momento, ao apontar sua câmera para duas crianças que vão descobrindo juntas, cada uma a sua maneira, esse caminho natural. Em sua estreia em longas-metragens de ficção, a diretora Rafaela Camelo entrega uma pequena pérola em formato audiovisual, mostrando talento para contar histórias pessoais e acolhedoras. Na trama, conhecemos a pequena Glória (Laura Brandão) junto de sua mãe, a enfermeira Antônia (Larissa Mauro). Sem lugar para deixar a filha, Antônia acaba levando a menina para o hospital onde trabalha, fazendo com que ela conheça os pacientes e se ambiente aquele espaço. Certo dia, chega ao hospital a pequena Sofia (Serena), que estava só com a bisavó Francisca (Aline Marta Maia) quando esta sofreu um...

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Publicado por em set 4, 2025 em Críticas, Festival de Gramado |

Atuações se destacam em “Papagaios”, primeiro filme de ficção de Douglas Soares, por Adriana Androvandi

Atuações se destacam em “Papagaios”, primeiro filme de ficção de Douglas Soares, por Adriana Androvandi

O filme “Papagaios”, do diretor Douglas Soares, levou quatro kikitos no Festival de Cinema de Gramado: Melhor Ator para Gero Camilo, Melhor Direção de Arte, Melhor Desenho de Som e Melhor Filme pelo Júri Popular. Gero Camilo interpreta com maestria Tunico, um papagaio de pirata, expressão usada para pessoas que ficam ao lado de celebridades ou repórteres em frente às câmeras de televisão, com um único objetivo: aparecer. Seu troféu foi merecido, tornando-se ele elemento fundamental da obra cinematográfica. O artista revelou que esta foi a primeira vez em que esteve no Festival.  Seu protagonista se apresenta como o “melhor amigo dos repórteres”, pois sempre está ao lado de algum deles durante uma cobertura ao vivo. Sua figura chama a atenção de Beto, um jovem que trabalhava em um parque de diversões. O rapaz passa a segui-lo e logo dá um jeito de conhecê-lo. Sem nenhuma perspectiva profissional, Beto passa a ser um aprendiz de como ser um papagaio de pirata com Tunico, e ambos criam uma relação próxima a...

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Publicado por em nov 23, 2024 em Críticas, Destaque |

V Festival Cinema Negro em Ação :: “Deixa” (2023), por Marina Terres

V Festival Cinema Negro em Ação :: “Deixa” (2023), por Marina Terres

O amor não é justo. A pulsão de um amor que não se concretiza; um amor quente, delicado, onusto de paixão e de todas as angústias: é a este amor triste, para não dizer trágico, que nos atentamos em Deixa (2023).Escrito e dirigido pela baiana Mariana Jaspe, o curta metragem oferece uma narrativa tranquila, mas ardente, que gira em torno de Carmen, uma mulher idosa que aproveita de seu último dia de “liberdade” antes do retorno de seu marido da prisão. No decorrer da obra, acompanhamos uma noite que Carmen compartilha, no início um pouco hesitantemente, com seu jovem amante, Pedro (maravilhosamente interpretado por Dan Ferreira), até o melancólico desfecho de seu encontro . A história mostra um paradoxo claro entre a liberdade e o aprisionamento no instante em que Carmen e seu marido notoriamente abusivo e violento trocam de papéis, passando a ser ele livre e ela, inevitavelmente, prisioneira.Prisioneira do marido, do machismo e etarismo estruturais, Carmen é interpretada pela célebre atriz Zezé Motta. Trata se de uma...

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Publicado por em nov 23, 2024 em Críticas, Destaque |

V Festival Cinema Negro em Ação :: “Maré Braba” (2023), por Michelle Garcia

V Festival Cinema Negro em Ação :: “Maré Braba” (2023), por Michelle Garcia

Um olhar feminino sobre as mudanças climáticas. Menção Honrosa no V Festival Cinema Negro em Ação, o curta-metragem cearense Maré Braba (2023) retrata a luta e resiliência de mulheres em uma comunidade pesqueira, enfrentando os desafios do racismo ambiental em um contexto de exploração social. O filme dirigido por Pâmela Peregrino mostra, por meio das ondas e das marés, o descontrole das mudanças climáticas que avança na Zona Costeira brasileira.A animação em stop motion de sete minutos conta a história de três mulheres diretamente afetadas pelas consequências destas mudanças: a retirada de parques eólicos que são suprimento de energia, o descarte inapropriado de lixo na própria praia e a remoção forçada de pessoas de suas casas para possibilitar grandes construções, além da diminuição de espaços possíveis para sustento.O curta é um espelho da dicotomia de quem causa o agravamento deste impacto, as grandes corporações, as grandes cidades e sua poluição que deságua nas comunidades tradicionais ou empobrecidas.O choro de uma mulher pela derrubada da sua casa se mescla com...

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