47º Gramado (2019) – Balanço: O cinema é delas
Por Luiz Joaquim Num exercício de síntese, olhar para trás e tentar estabelecer o que significou a 47a edição do Festival de Cinema de Gramado é também fazer um exercício de questionamento no qual a pergunta matriz seria: qual cinema o mundo quer ver hoje; ou, qual cinema interessa ao mundo hoje? Tal provocação pode encontrar uma resposta instigante se percebemos que o mais interessante cinema apresentado nesta edição do festival gaúcho, constando em quase todo os títulos de suas principais mostras, foi a presença e o protagonismo da mulher. Fosse no campo da direção ou no da interpretação (ou em ambos os casos simultaneamente, como na coprodução mexico-costarriquenha Dos Fridas, de Ishtar Yasin) ou fosse nos temas pontuados pelos filmes, era a perspectiva feminina, dentro de seu universo de relacionamento com o que lhes cerca, que gerava as melhores experiências dentro do Palácio dos Festivais neste 2019. A começar pelo longa-metragem que, inquestionavelmente, apresentou o melhor conjunto de resultados em todos os aspectos artísticos: Pacarrete, de Allan Deberton....
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