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Publicado por em jun 22, 2021 em Dossiês, Em destaque |

Dossiê Especial OHUN: Mostra de Cinema Negro de Pelotas

Dossiê Especial OHUN: Mostra de Cinema Negro de Pelotas

A OHUN – Mostra de Cinema Negro de Pelotas, realizada entre 17 e 23 de junho de 2021, é organizada por alunos dos cursos de Cinema e Design da Universidade Federal de Pelotas, conta com o apoio do PET Artes Visuais e é executada através do Edital Criação e Formação Diversidade das Culturas realizado com recursos da Lei Aldir Blanc. Trata-se de edição especial, comemorativa dos cinco anos de atuação da OHUN, cuja programação está disponível e gratuita on-line através do site e do canal do Youtube da mostra. Reconhecendo a importância e o valor da iniciativa, associados da Accirs elaboraram textos especiais relativos a filmes exibidos na mostra, disponíveis para leitura em nosso site e reunidos aqui neste dossiê. Um rasgo como justiça cinematográficapor Renato Cabral Perpétuo (2018), Lorran Diaspor Juliana Costa Cinema doble chapa é ohùnpor Ivonete Pinto Quebrar as embarcaçõespor Pedro Henrique...

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Publicado por em jun 21, 2021 em Artigos, Críticas |

Um rasgo como justiça cinematográfica

Um rasgo como justiça cinematográfica

por Renato Cabral Em sua entrevista ao Roda Viva em junho de 2021, a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie relatou que ao chegar ao Brasil e buscar a tão bem vendida diversidade, acabou surpreendida ao estar em um restaurante e notar algo muito diferente das suas expectativas. Adichi logo identificou que não havia nenhum negro brasileiro a frequentar o estabelecimento. Foi aí que ela percebeu que a diversidade bem vendida lá fora não era tão verdadeira assim quando chegou aqui. Ela concluiu que quando em um país com uma expressiva população negra não consegue colocar os seus cidadãos negros em posições de poder, algo de errado há. Para alguns pode ser que Chimamanda teve um desencontro, mas usar desta justificativa só serviria para suavizar mais uma metáfora importante que a escritora nos apresenta. Não precisaríamos fazer uso das reflexões de Adichie para notar os abismos e segregações que foram construídos e se perpetuam de maneira velada há centenas de anos, elas são fendas visíveis em nossa sociedade. Porém são...

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Publicado por em jun 21, 2021 em Artigos, Críticas |

Perpétuo (2018), Lorran Dias

Perpétuo (2018), Lorran Dias

por Juliana Costa Em algum momento do filme Perpétuo (2018), de Lorran Dias, exibido na Edição Especial da Ohun – Mostra de Cinema Negro de Pelotas, abre-se uma cortina. Após o sobrevôo do olhar identificar entidades em meio às ruínas de um casarão, um corte revela uma personagem, também entidade em cena anterior, abrir dois lençóis a emoldurar um homem e uma mulher conversando em uma cena doméstica. É nesta construção que Perpétuo nos insere ao longo de seus 24 minutos: na encenação do cotidiano. Construção também parece ser a palavra exata. O filme se passa em parte em uma casa em construção, em direção ao futuro, enquanto um outro mundo, localizado no passado provavelmente, se pronuncia em meio a ruínas. Não sabemos o quanto um interfere no outro, mas sabemos como a encenação do dia a dia interfere naqueles personagens e mais, na própria percepção do diretor. O filme vai ficando cada vez mais explícito nas suas construções de cena. Uma dupla de amigos troca carinho sob a...

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Publicado por em jun 21, 2021 em Artigos, Críticas |

Cinema doble chapa é ohùn

Cinema doble chapa é ohùn

por Ivonete Pinto Além da Fronteira (Alexandre Mattos Meireles, 2021, 21’) pode ser lido por várias chaves. Provavelmente as mais diretas se concentrem na relação de um pai e de uma filha e nas relações “sanguíneas” dos povos de fronteira. Vinculado a estes temas, o filme igualmente aborda a crise econômica do ponto de vista de um operário da construção civil, na verdade um faz-tudo porque precisa viver se adaptando. Edmilson (Hilton Oliveira) perde a esposa (as circunstâncias da morte não são explicadas no filme) e precisa cuidar sozinho da filha Clara, de 11 anos (Clara Meireles). Ele perde também o emprego e não consegue sequer pagar o aluguel. A situação fica mais difícil porque usa como válvula de escape a bebida, que só piora a relação com a filha. Ao mesmo tempo, graças às cobranças de Clara por uma mudança de atitude, decide ir embora. É logo ali, passando a fronteira de Jaguarão (RS) para Rio Branco (Uruguai), que os dois vão encontrar abrigo em uma família doble...

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Publicado por em abr 23, 2021 em Em destaque, Notícias |

Premiados do júri da crítica no XVII Fantaspoa

Premiados do júri da crítica no XVII Fantaspoa

O XVII Fantaspoa, maior festival de cinema fantástico da América Latina, realizado entre 09 e 18 de abril de 2021, bateu o seu recorde de público com 80 mil espectadores. A ACCIRS participou com o júri da crítica formado pelos críticos André Kleinert, Caroline Zatt da Silva e Daniela Strack, que assistiram os curtas-metragem elegendo os melhores filmes em cada categoria: Melhor Curta-Metragem Nacional: A Barca, de Nilton Resende, baseado em conto de Lygia Fagundes Telles; Melhor Curta-Metragem Internacional em Live-Action: Figurant, de Jan Vejnar, filme da República Tcheca, de 2019 e Melhor Curta-Metragem Internacional de  Animação: Genius Loci, de Adrien Mérigeau, produção francesa de 2020. O Fantaspoa 2021 totalizou mais de 80 mil espectadores, sendo 58 mil visualizações de filmes e 22 mil nas atividades paralelas do evento, reforçando o festival como um importante formador de plateia e de novos talentos, ao passo que suas 14 atividades de formação visam capacitar e estimular a produção fílmica no país. Esse número representa um aumento de 20% em relação ao público da...

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