O roteiro e o roteiro “casa pré-fabricada”: o caso de quatro filmes nacionais
por Ivonete Pinto Assim como o cinema brasileiro, cujos filmes são subsidiados pelo estado através das leis de incentivo, pagam o preço de não poder criticar os poderes econômicos instituídos (incluindo o próprio governo, a Petrobras e o sistema bancário), ficamos presos a um compromisso “moral” de não encontrarmos grandes defeitos nos filmes brasileiros. Antes, porque eram tão difíceis de ser produzidos, agora, porque a exibição é tão difícil. Uma complacência com as condições desfavoráveis do meio, mas que limita a crítica. E é comum uma certa complacência também para com roteiros ruins, já que estamos mais ou menos acostumados com a ideia de que no Brasil não há bons roteiristas, como se fosse uma doença congênita. Não temos bons roteiristas e ponto final. Seria preciso pensar, no entanto, que essa responsabilidade tem que ser dividida com os diretores, que sempre se colocaram “acima” de tudo e, nesta condição, vêem-se como as pessoas ideais para escreverem seus roteiros. Quando muito aceitam outros nomes para “ajudar” na escrita. A crítica...
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