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Publicado por em mar 25, 2014 em Artigos |

Tropa de Elite 2 – Corrupção e violência

por Chico Izidro Em Tropa de Elite 2, de José Padilha, a violência continua lá, explícita. Mas desta vez o Capitão Nascimento, depois de uma frustrada tentativa de impedir um motim em Bangu 1, sai das ruas, põe terno e gravata e vai para os gabinetes. Se em Tropa de Elite 1, a luta do Bope era contra os traficantes, agora outros vilões são combatidos: os políticos corruptos e os milicianos (policiais que tomam o poder nas favelas através da violência). Nascimento, em mais uma atuação elogiável de Wagner Moura, é promovido a Tenente-Coronel e vai trabalhar no setor de espionagem da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro. Além de seus inimigos conhecidos, ele também tem outros fantasmas para brigar: o ativista dos direitos humanos Fraga (Irandhir Soares, de Viajo porque preciso, volto porque te amo, e de grande atuação) e que ainda por cima casa com a sua ex-mulher, Rosana (Maria Ribeiro), e a distância emocional do filho (Pedro van Held), que acredita ser...

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Publicado por em mar 25, 2014 em Artigos |

A Grande Marcha da Tropa

por Marcelo Perrone “O ciclo se encerra aqui…”. É o que garante o diretor José Padilha no Twitter, jogando água fria em quem já pensava ser inevitável um Tropa de Elite 3 diante do estrondoso sucesso da parte 2, que já somou mais de 4 milhões de espectadores em apenas 10 dias em cartaz. Mais que ser o maior público do cinema nacional em 2010, superando Nosso Lar e Chico Xavier, Tropa de Elite 2 se encaminha para bater o recorde de Se Eu Fosse Você 2, o filme nacional mais visto desde a chamada retomada da produção nacional, nos anos 1990, comédia assistida nos cinemas por 6,1 milhões de pessoas. Para dar conta da demanda, os produtores de Tropa de Elite 2 ampliaram o circuito exibidor de 703 para 739 salas, e a média de espectadores continuou altíssima (1,5 mil por sala), segundo o boletim de ontem do portal Filme B. Já tem gente prevendo que o filme vai tirar de A Dama do Lotação (1978), com 6,5...

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Publicado por em mar 25, 2014 em Artigos |

Tropa de Elite 2 – José Padilha rediscute o gênero dos filmes de máfia brasileiros

Por Misael Elias de Lima O Capitão Nascimento está mais velho, mais experiente e mais intolerante. Suas crises de ansiedade foram afogadas no mar de sangue da guerra do Bope com o tráfico e agora, ele pode fazer pelo Bope tudo aquilo que a organização proporcionou para ele. Mas assim como a experiência trouxe força e determinação para o Caveira, também acabou com qualquer surpresa e felicidade que uma vida comum poderia oferecer. O casamento destroçado, a distância do filho e de todos com quem se relacionava e o rosto cansado e marcado por suas lutas são parte dessa nova realidade como sub-secretário de segurança e líder da inteligência no governo do Rio de Janeiro. O Bope é uma máquina que funciona perfeitamente, equipada com a melhor tecnologia. O que Nascimento não sabe é que essa máquina pode estar trabalhando para as pessoas erradas e que o seu verdadeiro inimigo não está no tráfico de drogas. Tropa de Elite 2 mostra os personagens do primeiro filme encarando agora as...

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Publicado por em mar 25, 2014 em Artigos |

Tropa de Elite 2 – Análise de um plano

por Ivonete Pinto Há muitos planos aéreos em Tropa de Elite 2 – afinal, trata-se de uma super-produção para os padrões brasileiros. Nenhum dos planos, no entanto, é supérfluo. O que este texto pretende explorar é aquele em que a câmera de Lula Carvalho sobrevoa Brasília, mais exatamente o centro do Governo Federal: a Esplanada dos Ministérios e o Congresso Nacional. É o final do filme, o capitão Nascimento, ou melhor, o Coronel Nascimento, já detonou o “sistema” na assembleia legislativa do Rio de Janeiro, culpabilizando os políticos, incluindo o Governador do Estado, pelo esquema criminoso envolvendo a polícia e o tráfico carioca. Nada que a população brasileira desconheça, mas de qualquer forma a catarse fica garantida, porque esta população gostaria que alguém de dentro do sistema fizesse a denúncia pública e solenemente como no filme. A platéia lava a alma. Acontece que a tomada aérea não estaciona nos prédios que formam o epicentro do poder em Brasília, ela continua seu passeio, indo parar no céu. O plano termina...

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Publicado por em mar 25, 2014 em Artigos |

E de repente, a vida vai ao filme

por Amanda Santo Difícil haver alguém que nunca tenha imaginado a vida como um filme. Comédia, drama e uma pitada de suspense pelo desfecho. Escolhe-se trilha, roteiriza-se situações, cria-se fantasias para a própria trama real. E, então, vê-se que não se é personagens de um Show de Truman; os passos são guiados por nada além dos acontecimentos e suas emoções – mas, afinal, não é disso que o cinema é feito? Como uma chave mestra, foi justamente a emoção que deu ao cineasta Juan Zapata a ideia de fazer seu último filme, Ato de Vida – que, por si só, roteirizou o que nem o diretor havia imaginado. O documentário, realizado entre 2006 e 2008, nasceu de um singelo convite: “Não olha o sangue, olha só o que está acontecendo”, sugeriu, diante de imagens de um parto, a mulher que se tornaria personagem central. A protagonista Susana Pacheco é mãe, esposa, ex-bailarina, artista. E quase como uma coroação a tudo isso, ela faz o que considera alimento da alma:...

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