Curso “Monstros no Armário: o cinema de horror e a teoria queer”, de Conrado Oliveira
O cinema de horror tem desempenhado um papel intrigante ao longo da história, muitas vezes servindo como um espelho distorcido das questões sociais e culturais de seu tempo. Dentro desse contexto, a teoria queer oferece uma lente fascinante para interpretar filmes icônicos onde a diversidade sexual é uma temática velada, porém poderosa. Obras clássicas como Frankenstein e Drácula e os cults A Hora do Pesadelo e Hellraiser exemplificam essa dinâmica, utilizando o vilão como uma metáfora para expor a condição “monstruosa” da sexualidade que escapa da heteronormatividade em nossa sociedade. A década de 1980, marcada pela crise da Aids, amplificou ainda mais essas representações. Discursos equivocados retratavam o homossexual como um predador contagioso, alimentando medos irracionais na sociedade. Essas narrativas, muitas vezes inconscientemente, refletiam e reforçavam as normas heteronormativas dominantes. Embora alguns cineastas não tenham necessariamente a intenção explícita de abordar questões de gênero e sexualidade em seus filmes, a teoria queer oferece uma estrutura analítica poderosa para interpretar estas obras sob uma nova luz. Ela permite que percebamos...
Leia Mais