Impressões vindas de um sofá
Por Paulo Casa Nova “Eu não sou um Robô”, de Gabriela Lamas e “Desvirtude”, de Gautier Lee, foram os curtas vencedores e já os via como favoritos, uma vez que também foram selecionados para a competição nacional. Não é uma garantia de sucesso, mas é um indicativo. Dos longas gaúchos, “Cavalo de Santo”, de Mirian Fichtner e Carlos Caramez, um documentário sobre as práticas religiosas afro-brasileiras, foi o vencedor. Vejo “Cavalo de Santo” como um filme que informa a situação dos ritos africanos, denuncia o racismo sem desistir da beleza e da alegria da cultura negra. Entre os curtas metragens nacionais, “Entre Nós e o Mundo” (SP), de Fabio Rodrigo, ganhou quatro prêmios. Seu filme é uma denúncia ao racismo que retém força dramática e política sem perder o afeto, mantendo um equilíbrio delicado entre política e estética que é a razão de sua força como obra de arte. A competição de longas latinos foi dominada pela comédia uruguaia “La teoria de los Vidrios Rotos” (Uruguai), de Diego Fernández...
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