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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

Navarone, Grécia (Os Canhões de Navarone, 1961)

Por: Adriano de Oliveira Pinto A Segunda Guerra Mundial tendo a Grécia por palco foi tema de alguns poucos filmes hollywoodianos, sendo o mais recente deles O Capitão Corelli (2001), um fracasso. Dirigido por John Madden (de Shakespeare Apaixonado) e estrelado por Nicolas Cage, Penelope Cruz e John Hurt, é o tipo de película que fica na lembrança de modo positivo por um único aspecto e nada mais – no caso, uma emocionante e bem-filmada cena de execução de soldados… e só. Não melhor, o descoladinho (mas sem graça) Fuga para Atenas (1979), conduzido pelo descendente de gregos George Pan Cosmatos, contando com Roger Moore, David Niven, Claudia Cardinale e Telly Savalas no elenco, também não é bom exemplo, se salvando apenas a sua boa fotografia aérea e o plano-seqüência que abre o filme. Ainda bem que nos resta a nostalgia de Os Canhões de Navarone (1961), este sim, um clássico dos war movies. Diversamente de seus congêneres, o filme de 1961 é sério, sem concessões para romances ou...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

Arraste-me para o Inferno (2009)

Por Carlos Thomaz Albornoz O retorno de Sam Raimi ao cinema de horror, depois de mais de 20 anos fazendo filmes ‘sérios’ e comerciais, é uma ótima notícia aos fãs do gênero. Quer dizer que o mestre voltou ao seu posto, e está mostrando aos discípulos como se faz. Por mais que nunca tenha se afastado totalmente do cinema fantástico, Raimi não fazia um filme de horror ‘puro’, sem crossovers (misturas com outros gêneros), desde ‘Uma Noite Alucinante’, de 1987. A dúvida entre seus fãs era simples: será que ele ainda tem o toque que o diferenciava entre os outros diretores do gênero? Resposta, curta e grossa: Tem. ‘Arraste-me para o Inferno’ é o melhor filme americano do gênero em muito tempo, pelo menos desde ‘A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça’. Partindo de uma premissa simples e até certo ponto batida (uma analista de empréstimos de um bando é amaldiçoada por uma cigana e deve descobrir o que fazer para não morrer em três dias), semelhante à da novela...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

Antes que a juventude acabe

Depois de uma bem sucedida trajetória no curta-metragem, Ana Luiza Azevedo finalmente lança seu primeiro longa com Antes que o Mundo Acabe, sensível retrato sobre a adolescência que atesta sua maturidade como realizadora Roger Lerina* Filmar jovens é um desafio que o cinema brasileiro aceitou enfrentar de maneira sistemática apenas recentemente. Se os filmes voltados ao público infantil sempre fizeram parte do panorama de produção no país – com maior ou menor sucesso artístico e comercial -, os títulos tendo no horizonte as plateias pré-adolescentes e adolescentes (grosso modo, entre 10 e 18 anos) são ainda escassos em nossa cinematografia. Uma das razões disso é que o universo adolescente, diferentemente do infantil, parece ser menos apreensível aos adultos – que são quem fazem os filmes – do que o infantil. A despeito das mudanças culturais, sociais e morais que transcorrem entre a infância e a maturidade, há alguma coisa de essencial na forma lúdica com que as crianças se relacionam com o mundo que resiste ao tempo, passível de...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

A censura voltou?

Seminário promovido durante o Festival de Gramado discutiu a censura no caso A Serbian Film Por Ivonete Pinto Na tarde deste sábado, 06, no 39° Festival de Cinema de Gramado, a ABRACCINE, em promoção com a Associação de Críticos de Cinema do RS, ACCIRS, realizou o seminário A censura voltou? O veto ao longa ”A Serbian Film” em questão. O evento aconteceu no dia posterior à classificação do filme para 18 anos. A classificação foi assinada por um dos participantes da mesa, Davi Pires, diretor do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça. Pires fez a participação mais aguardada do seminário, justamente porque seria a oportunidade de se ouvir sobre os critérios que levam à classificação etária dos filmes. O mediador da mesa, Roger Lerina, presidente da ACCIRS, fez um resumo do processo de censura pela qual A Serbian Film passou, iniciando com o pedido do DEM fluminense para proibir a exibição no Rio Janeiro e culminando com a intervenção do Ministério Público de Minas...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

“A Serbian Film” está proibido em todos os cinemas brasileiros

Por: Marcelo Portela Belo Horizonte, 09 (AE) – O polêmico filme “A Serbian Film – Terror Sem Limites” está proibido em todos os cinemas brasileiros. A decisão é da Justiça Federal em Minas, que atendeu pedido da Procuradoria da República e concedeu liminar vetando a exibição do longa. A película já estava proibida no Rio de Janeiro e tinha estreia programada para o próximo dia 26 no resto do País. A exibição do “Serbian Film”, que teve a apresentação autorizada pelo Ministério da Justiça com a classificação indicativa de 19 anos, já foi proibida em diversos países por causa das cenas de sexo e violência. A película conta a história de um produtor de filmes pornográficos que é submetido a diversas barbaridades depois de ser obrigado a entrar em um projeto. Entre as imagens que chocaram espectadores onde o longa foi exibido estão as de simulação da participação de um recém-nascido em cenas pornográficas, além de tomadas com sexo explícito, crueldade, necrofilia – sexo com cadáveres -, tortura, suicídio...

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Publicado por em mar 23, 2014 em Artigos |

Tempo demais na floresta

A Fita Branca procura, numa remota aldeia alemã do início do século 20, uma explicação para as possíveis origens dosentimento totalitarista Por: Flávio Guirland * Michael Haneke iniciou sua carreira na TV austríaca há mais de 30 anos, e hoje trabalha em vários países da Europa. Nesse meio tempo, consagrou-se através de uma obra prolífica  são mais de 20 filmes como diretor, e outros tantos como roteirista. O motivo que o leva a filmar é quase sempre o mesmo: lançar um olhar crítico e nada lisonjeiro sobre a sociedade, moldada invariavelmente pelo desejo humano de poder, e o subsequente uso desse poder na submissão e humilhação alheias. Não, não poderíamos dizer que Haneke seja um otimista. É de sua autoria Violência Gratuita (Funny Games, 19971), cujo enredo trata de dois jovens psicopatas em uniformes de jogadores de tênis que tomam como refém, torturam e assassinam uma família burguesa em férias  uma análise do exercício da violência como forma de entretenimento. É seu também A Professora de Piano...

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