Na periferia do cinema
por Ivonete Pinto As extremidades marginais do cinema sempre existiram. Resistência à hegemonia do cinema americano e europeu, as cinematrografias periféricas, no entanto, só ganharam visibilidade e, eventualmente, alguma projeção, com as premiações em festivais de cinema como os de Cannes, Veneza, Berlim e Locarno, só para ficar entre os mais conhecidos, cujos programadores passaram a viajar um pouco mais longe em busca de novas linguagens, novas estéticas. Enfim, novos cinemas. Independente do aval desses festivais, vários países mantêm produções constantes, com números, às vezes, significativamente altos, como é o caso da Índia. Países que vivem sua cultura intensamente e, com ou sem subsídios governamentais, movimentam pequenas indústrias que geram emprego, abastecem o mercado local e regional – caso do Egito – e constroem gêneros narrativos recheados de uma criatividade que encanta platéias sedentas por exotismos ou, simplesmente, cansadas de velhas imagens. Talvez seja o que vem acontecendo com o cinema da Armênia, não em termos quantitativos, mas qualitativos. Enquanto tenta reconstruir o país após a independência da ex-URSS,...
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