O ainda não famoso Os Famosos e os Duendes da Morte
Por William A. Silveira Após a exibição de Os famosos e os duendes da morte, a única certeza a imperar na sala de cinema era a de que acabáramos de assistir a um filme que não se dispunha a estar ali apenas como mais um, engrossando os números da produção nacional. Sem conseguirmos absorve-lo por completo, a única asserção plausível era a de que ainda precisaríamos aguardar um tempo indeterminado até que fosse possível enquadrá-lo – ou seja, receber o devido reconhecimento – no cenário do cinema nacional. Primeiro trabalho de fôlego de Esmir Filho, diretor conhecido e premiado por seus curtas-metragens (Ato II, Cena 5; Impar Par; Tapa na Pantera; Alguma coisa assim; Vibracall; Saliva), Os famosos carrega consigo duas importantes considerações. A primeira, de caráter pessoal, diz respeito aquilo que se costuma chamar de “cartão de visitas” do cineasta. Por mais que se possa argüir diferentemente, alegando que tal interesse não passa de excentricidade de críticos e cinéfilos, a verdade é que apresentar-se de forma contundente para...
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