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Publicado por em jun 21, 2018 em Artigos |

Uma Memorável Volta ao Mundo em Duas Semanas e Alguns Dias pelo XIV Fantaspoa

Uma Memorável Volta ao Mundo em Duas Semanas e Alguns Dias pelo XIV Fantaspoa

Por André Kleinert, editor do blog Anti-Dicas de Cinema e integrante do júri da Mostra Competitiva Internacional do Fantaspoa 2018, especial para o site da Accirs. A seleção de filmes da competição internacional do XIV Fantaspoa refletiu tanto algumas das principais características existenciais do festival bem como evidenciou a atual situação em termos de importância e prestígio do evento perante o panorama de festivais de cinema no Brasil e no mundo. No primeiro aspecto, o conjunto de produções exibidas se mostrou em sintonia com aquilo que o Fantaspoa se propõe desde que se tornou um festival com caráter de mostra competitiva – o de procurar oferecer um recorte expressivo e variado daquilo que se realiza em termos de cinema fantástico pelo mundo inteiro. Na edição de 2018, a boa média em termos de qualidade artística da seleção de longas-metragens – na opinião deste que vos escreve, foi a melhor amostragem de títulos dentro da competição internacional que já vi no Fantaspoa – revela a crescente relevância que o festival porto-alegrense...

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Publicado por em jun 3, 2018 em Artigos |

Menos Tripas e Sangue e mais Humor e Fantasia

Menos Tripas e Sangue e mais Humor e Fantasia

Por Jaqueline Chala, jornalista produtora do programa Na Trilha da Tela da Rádio FM Cultura, integrante do Júri Accirs dos Curtas-Metragens do Fantaspoa 2018. A seleção de curtas do Fantaspoa 2018 não fugiu a sua proposta de buscar o cinema autoral e de diferentes cinematografias. Os resultados, porém, nem sempre foram dos mais entusiasmantes, especialmente em relação a amostragem brasileira. Entre os selecionados da mostra nacional é possível destacar poucos curtas originais e instigantes como Casa Cheia, de Carlos Nigro. Sua proposta de criar tensão e terror psicológico ao retratar uma pessoa doente e sozinha numa residência apenas aparentemente vazia abre-se a inúmeras possibilidades de interpretação, seja a presença mesma do sobrenatural ou a própria instabilidade mental da protagonista. Filmado utilizando-se de uma iluminação difusa e com enquadramentos que fazem uso quase sempre dos reflexos das imagens, Casa Cheia é um curta bem acabado e com uma rica cenografia. Outro destaque entre os nacionais foi o curta O Bosque dos Sonâmbulos, de Matheus Marchetti, cuja trama desenvolve-se no ritmo...

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Publicado por em jun 2, 2018 em Artigos |

Curtas-metragens do Fantaspoa 2018

Curtas-metragens do Fantaspoa 2018

O crítico Adriano de Oliveira, do site Cine Revista, integrou o Júri da Accirs de Curtas-Metragens no Fantaspoa 2018. Ele faz, aqui, uma análise dos filmes concorrentes nesta categoria. Cerca de meia centena de curtas competiram na edição 2018 do Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre, Fantaspoa. Algo que chamou a atenção foi a excelência da produção de boa parte dos títulos concorrentes. Na categoria animação, começamos destacando duas obras mexicanas. Uma é o frenético Ascension. Outra, o esfuziante El Jardín de las Delicias (The Garden of Delights), que prima por suas cores vibrantes, traços dinâmicos, trilha sonora característica e uma nada inocente história. Bem mais sisudo e melancólico, o espanhol Dead Horses toca profundamente nas feridas da Guerra Civil Espanhola; vista pelos olhos de seu protagonista, um menino em meio ao conflito, possui amarga e pungente força. Com ligeira influência do longa Robôs, da década passada, e um bocado de emotividade, o belo curta francês Lazare possui peculiar encanto. As produções brasileiras surpreenderam pela diversidade temática, indo de filmes bastante engajados com o fantástico – como...

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Publicado por em abr 28, 2018 em Artigos |

Zama é obra realista

Zama é obra realista

Por Chico Izidro, especial para o site da Accirs Cineasta de produção esparsa, apenas quatro filmes em 16 anos, a argentina Lucrecia Martel lança o épico Zama (Zama), produção multinacional da qual faz parte também o Brasil. O longa tem como palco o final do Século XVIII, na América do Sul, onde Don Diego de Zama (Daniel Giménez Cacho), oficial da Coroa Espanhola, está lotado em uma cidadezinha do interior argentino, mas querendo transferência para Buenos Aires.  A diretora mostra, com incrível reconstituição de época, aquele período turbulento, com negros escravos, índios discriminados e selvagens, mas para defender seu território – é mostrada uma forte cena, onde os indígenas emboscam soldados brancos em um banhado. Zama espera a sua transferência com paciência, mas os anos passam e nada acontece. Até que um dia surge a oportunidade de chamar a atenção da Coroa, unindo-se a um grupo de soldados que tenta capturar um perigoso bandido, Vicuña Porto, vivido por Matheus Nachtergaele.  Lucrecia Martel realiza, enfim, um filme que tenta mostrar a força...

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Publicado por em abr 10, 2018 em Artigos |

Lembranças e impressões de um diretor de programação

Lembranças e impressões de um diretor de programação

Por André Kleinert, depoimento relativo os 70 anos do Clube de Cinema de Porto Alegre, em 13 de abril de 2018, especial para o site da Accirs. Entrei para o quadro de associados do Clube de Cinema de Porto Alegre em janeiro de 2004. Até então, a ideia que eu tinha da entidade era de uma organização fechada, até algo meio secreto, tipo a maçonaria ou a Opus Dei, destinada a ter em suas fileiras apenas alguns privilegiados cinéfilos dotados de um conhecimento muito aprofundado sobre a sétima arte. Exageros e brincadeiras à parte, apesar de ser provável que desavisados possam ter realmente tal impressão, o Clube de Cinema é bem mais democrático e interessante do que isso. Da sua fundação em 1948 até os dias de hoje, a pluralidade de interesses e concepções sempre foi uma característica fundamental na entidade. Abrigava (e abriga) pessoas que estão lá apenas para assistir a filmes em condições privilegiadas (sem o barulho de conversas paralelas e pipocas sendo mastigadas), passando por diletantes em procura de um contato maior com a comunidade...

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Publicado por em fev 4, 2018 em Artigos |

A alfabetização do olhar começa na infância

A alfabetização do olhar começa na infância

Por Fatimarlei Lunardelli, especial para o site da Accirs. A iniciativa mais comum de aproximação do cinema com a educação é o filme usado como mera ilustração de conteúdo em sala de aula. Não é o caso do Programa de Alfabetização Audiovisual que em 2018 completa 10 anos e tem uma abrangência que se desdobra em uma desafiadora educação do olhar. A importância que assumiu na educação e na cultura em nossa sociedade levou a Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul a destinar o Prêmio Luiz César Cozzatti – Destaque Gaúcho 2017, ao programa realizado pelas Secretarias de Cultura e Educação do Município de Porto Alegre, em parceria com a UFRGS e financiado pelo Ministério da Cultura, Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural. A história do Programa remete à metade dos anos 90, quando Bia Barcelos, então Coordenadora de Cinema, Vídeo e Fotografia, buscou na Cinemateca Uruguaia parceria para exibir filmes infantis ao público porto-alegrense. O Cine Criança, mostra de filmes que exibiu uma seleção do...

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