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Publicado por em jul 12, 2017 em Artigos |

Longe demais das capitais

Longe demais das capitais

Por Chico Izidro, especial para o site da Accirs A vida de uma adolescente em uma cidadezinha na fronteira do Brasil com o Uruguai é o tema de  Mulher do pai, dirigido pela gaúcha Cristiane Oliveira. É uma obra sensível e extremamente comovente, mostrando ainda o desalento que é viver num local distante e afastado – e isso é constantemente lembrado pelos seus personagens. Até lembrei agora da música dos Engenheiros do Hawaii, Longe demais das capitais. A garota Nalu (Maria Galant) vive com a avó e o pai cego Ruben (Marat Descartes) numa casa afastada de um vilarejo. A vida dela é radicalmente afetada quando a avó morre e Nalu passa a ter a incumbência de cuidar do pai. E os dois são quase como estranhos. Não se falam, e quando o fazem é agressivamente. O destino de Nalu, que estuda no segundo grau, é virar tecelã, assim como o pai, que vive de uma pensão do governo e do pouco que consegue vender de suas peças no...

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Publicado por em jul 11, 2017 em Artigos |

Delicadeza de uma relação difícil

Delicadeza de uma relação difícil

Por Fatimarlei Lunardelli, especial para o site da Accirs Não importa a geografia, não importam os valores que determinam uma cultura, são as experiências comuns à espécie que nos fazem iguais como seres humanos. Em torno de uma dessas experiências, o despertar da sexualidade, se desenvolve Mulher do pai (2016). Estreia na direção de longa-metragem da roteirista e produtora Cristiane Oliveira, o filme surpreende ao mudar a chave do discurso comum sobre o desejo sexual. O tema é abordado numa conjugação delicada entre o desenvolvimento da história e o tratamento visual e sonoro da linguagem. Num ambiente fronteiriço, numa cidade pequena em que pouco há para distrair os jovens, a vida da adolescente Nalu (Maria Galant) parece se precipitar quando morre a avó com a qual ela e o pai cego (Marat Descartes) viviam. A velha cuidava de tudo. A vulnerabilidade daquele homem deficiente e sem ânimo para a vida parece destinar a jovem a ocupar o papel de administradora da casa, a tornar-se mulher por força de circunstâncias...

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Publicado por em jun 22, 2017 em Artigos |

Divinas é estreia premiada da cineasta Houda Benyamina

Divinas é estreia premiada da cineasta Houda Benyamina

Por Conrado Heoli, publicado no site Papo de Cinema em 14 de janeiro de 2017 – Filme vencedor dos prêmios Fipresci em 2016 no Carthage Film Festival e Dubai International Film Festival Vencedor do Câmera de Ouro em Cannes, prêmio destinado ao melhor filme de estreia de um realizador, Divinas (Divines) é um retrato contundente e arrebatador, assinado pela franco-marroquina Houda Benyamina, sobre aspirações, amizade, feminilidade e a vida às margens legais, sociais e culturais. Temas complexos que poderiam render um ensaio duro, ainda mais porque centrados numa personagem que transita no confuso espaço entre infância e juventude. Contudo, este drama é perpassado por inesperados momentos cômicos e ternos, ainda que se encaminhe para uma conclusão inevitavelmente terrível. Dounia (Oulaya Amamra) vive com sua mãe nos arredores de uma Paris que não é lá muito cinematográfica, numa comunidade improvisada de casebres insalubres e amontoados – espécie de favela francesa. Ela frequenta a escola ocasionalmente, quando trava acalorados debates com sua professora sobre um futuro que parece não lhe pertencer, e...

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Publicado por em jun 9, 2017 em Dossiês |

Dossiê :: Toni Erdmann

Dossiê :: Toni Erdmann

A comédia dramática Toni Erdmann ganhou no Festival de Cannes 2016 o prêmio Fipresci de melhor filme. Produção austro-alemão dirigida e escrita pela cineasta Maren Ade, foi representante da Alemanha ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2017. Um ator sessentão, interpretado por Peter Simonischek, decide restabelecer contato com a filha, para quem foi um pai distante. Ela, vivida por Sandra Hüller, é uma executiva ocupada e estressada, sem tempo para as emoções saudosas do pai. Disposto a quebrar suas defesas emocionais,  incorpora o personagem que dá título ao filme e irrompe na vida da filha criando situações embaraçosas e cômicas. Toni Erdmann foi lançado em Porto Alegre em fevereiro de 2017  e recebeu resenhas críticas de associados da Accirs, este dossiê reúne alguns desses textos. Toni Erdmann, de Maren Ade, por André Kleinert Blog Anti-dicas de Cinema, 15 de fevereiro de 2017. Toni (e Elle) no topo do mundo, por Leonardo Bomfim Blog Textos, Críticas e Anotações sobre Cinema, 2 de junho de 2017. Toni Erdmann, por Pedro Henrique...

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