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Publicado por em out 31, 2017 em Notícias | 0 comentários

Premiados da Accirs no CineSerra

A Accirs participou do 5º Festival de Audiovisual da Serra Gaúcha – CineSerra – com júri formado pelos críticos André Kleinert, Cristiano Aquino e Daniel Dalpizzolo que elegeram como melhores filmes Ecocide da banda Cordica (categoria curta/video-clip), Manifesto Porongos, de Tiago Köche (categoria documentário) e Sob águas claras e inocentes, de Emiliano Cunha (categoria ficção).

A crítica Siliane Vieira, do jornal Pioneiro, entregou o prêmio Accirs aos vencedores e escreveu texto especial para o site sobre o festival.

Tiago Köche recebe prêmio Accirs da crítica Siliane Vieira - Foto: Daniela Xu

Tiago Köche recebe prêmio Accirs da crítica Siliane Vieira – Foto: Daniela Xu

Era para ser uma edição comemorativa, mas a dificuldade em angariar recursos ao projeto quase fez com que o Festival de Audiovisual da Serra Gaúcha (CineSerra) fosse cancelado, justamente em seu quinto ano de realização. Mesmo com praticamente a metade da verba prevista no planejamento captada, o festival não só foi realizado como ainda cresceu – houve incremento no número de inscritos, no número de selecionados e no número de categorias premiadas. Motivos suficientes para a sensação de dever cumprido que tomou conta dos organizadores Claudio Troian e Leandro Daros durante a premiação realizada no último sábado à noite, 28 de outubro, no Teatro do Sesc, em Caxias do Sul.

“No início do ano, quando nos reunimos para pensar o projeto dessa edição, pensávamos que ao chegar ao quinto ano teríamos mais facilidade para levantar recursos, buscar apoiadores em outros meios, enfim, aumentar nossa condição de investimento e alcance do festival. No entanto, com o passar dos meses a realidade foi se impondo e quase chegamos ao ponto de desistir. Naquele momento nós tivemos que apostar, sem nenhuma garantia, que de alguma maneira nós conseguiríamos realizá-lo. E assim foi.”, relatou Daros, em seu discurso.

A importância do festival foi exaltada em praticamente todos os discursos dos premiados. Luciano Balen, integrante do Conselho Municipal de Política Cultural de Caxias e premiado pelo videoclipe Aço-Pessoa (CCOMA) foi um dos que enfatizou o dever da cidade abraçar cada vez mais a iniciativa: ” Vamos alertar as empresas de que se a gente não tiver criatividade, se a gente não tiver metáfora, não vamos ter no futuro pessoas que saibam interpretar o mundo ao redor, não vamos ter gente criativa nessa cidade.”

Desde a segunda edição, o CineSerra divide as produções entre dois certames: o regional e o estadual. Os realizadores de fora da Serra que compareceram à premiação do sábado pareciam os mais empolgados. Foi o caso da equipe do curta Espelho Hexagonal, de Santa Maria, que conquistou três troféus (roteiro, fotografia e desenho de som) e fez questão de valorizar a possibilidade de levar seu filme para cidades como Flores da Cunha, Garibaldi, Gramado e Nova Petrópolis, por meio do festival. O CineSerra também teve sessões em Porto Alegre e, claro, em Caxias, onde inclusive roda por bairros mais afastados do Centro.

Outro destaque da premiação, desta vez local, foi o curta Kátharsis (dirigido pela cineasta radicada em Porto Alegre Mirela Kruel, porém com equipe toda de Caxias), que levou melhor filme, melhor direção e melhor atriz (Fernanda Petit). Entre os premiados da noite também estiveram os escolhidos pelo júri da crítica, numa parceria firmada com a Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (Accirs). Este ano, o júri foi formado por Daniel Dalpizzolo, Cristiano Aquino e André Kleinert. O festival foi realizado com financiamento da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) de Caxias do Sul.

Em 31 de outubro de 2017

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