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| Tempo demais na floresta |
A Fita Branca procura, numa remota aldeia alemã do início do século 20, uma explicação para as possíveis origens do sentimento totalitarista Flávio Guirland * Michael Haneke iniciou sua carreira na TV austríaca há mais de 30 anos, e hoje trabalha em vários países da Europa. Nesse meio tempo, consagrou-se através de uma obra prolífica são mais de 20 filmes como diretor, e outros tantos como roteirista. O motivo que o leva a filmar é quase sempre o mesmo: lançar um olhar crítico e nada lisonjeiro sobre a sociedade, moldada invariavelmente pelo desejo humano de poder, e o subsequente uso desse poder na submissão e humilhação alheias. Não, não poderíamos dizer que Haneke seja um otimista. É de sua autoria Violência Gratuita (Funny Games, 19971), cujo enredo trata de dois jovens psicopatas em uniformes de jogadores de tênis que tomam como refém, torturam e assassinam uma família burguesa em férias uma análise do exercício da violência como forma de entretenimento. É seu também A Professora de Piano (La Pianiste, 2001), sobre uma rígida professora de música com propensões ao sadomasoquismo e à automutilação. Assim como Le Temps du Loup (2003), fábula pós-apocalíptica que descreve um mundo quase desprovido de bondade humana, e Caché (2005), sobre um casal de classe alta parisiense que se vê envolvido num ambiente de desconfiança e paranóia quando começa a receber fitas de vídeo enviadas por um observador oculto. |
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