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Home Dossiê Paulínia 2010
Dossiê Paulínea 2010

Festival Paulínia de Cinema

Assisti a 16 longas-metragens no Fest Paulínia (toda a competição de fic e doc), mais o filme inaugural “O Beijo da Mulher Aranha” e o filme de encerramento "400Contra1", além de dois nas paralelas ("Cabeça a Prêmio" e "Gui & Stopa"). Assisti a todos os debates (curta regional, curta nacional, doc e fic brasileiros). Participei do Encontro da Crítica e de um Encontro sobre Políticas Públicas para o Cinema. Foi uma pauleira brava. A seguir, alguns destaques do festival.

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Diversidade predomina em Paulínia

O Paulínia Festival de Cinema, em sua terceira edição, merece uma reflexão sobre seu significado no cenário da cinematografia nacional, que convive com mais de 200 festivais e mostras durante o ano. São eventos de cinema que podem dar uma noção da produção cinematográfica de um certo contexto temporal e geográfico no qual eles se inserem. É assim com o Oscar, com Cannes, com Berlin, San Sebástian, Veneza, Punta del Este, Mar del Plata, Rio de Janeiro, Gramado, Brasília, São Paulo e também Paulínia. Mas, para se ter a real percepção deste universo de produção cinematográfica, é necessário conhecer todos os filmes que foram apresentados dentro de determinada mostra competitiva.

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3 X Paulínia

Em apenas três edição, o Festival Paulínia de Cinema consegue a façanha de se colocar como um dos mais importantes do País. Isto não acontece à toa.

A pequena cidade paulista ostenta um dos maiores PIBs do Brasil, graças à indústria petrolífera instalada lá, que lhe rende a posição de sétima maior renda per capita do Brasil. Poderia, no entanto, realizar um festival rico (só para Melhor Filme de ficção, o prêmio é de 150 mil reais), de muita pompa e circunstância, mas não ser levado a sério. A terceira edição demonstrou que já pode ser levado a sério, sim. E só pelo fato da prefeitura de Paulínia ter à frente um secretário municipal de cultura que sabe falar de cinema e ter se cercado de profissionais como Rubens Ewald Filho e Ivan Melo na coordenação e curadoria, já sinaliza que leva o cinema a sério. Além disso, o complexo de estúdios da cidade e o patrocínio de 40 filmes por ano não deixa margem para dúvidas de que o pesado investimento não tem como alvo atrair atores da Globo, ou algo assim.

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A feminilização das culpas da guerra (O Leitor, 2008).

O Leitor é aquele tipo de adaptação cinematográfica que reverencia a excelência do livro original. Der Vorleser, escrito em 1995 pelo jurista alemão Bernard Schlink, alcançou o topo da lista dos mais vendidos do jornal New York Times. O filme do diretor Stephen Daldry mantém uma característica rara dessa obra traduzida em 39 línguas e premiada na Itália, França e Japão: as das histórias que informam mais sobre o contexto histórico, no caso a reconstrução do caráter nacional alemão após o genocídio de milhões de judeus, exatamente quando seus protagonistas silenciam. Aqueles que falam, relevam mais sobre seus contemporâneos do que sobre si próprios.

O Leitor é aquele tipo de adaptação cinematográfica que reverencia a excelência do livro original.

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