Em apenas três edição, o Festival Paulínia de Cinema consegue a façanha de se colocar como um dos mais importantes do País. Isto não acontece à toa.
A pequena cidade paulista ostenta um dos maiores PIBs do Brasil, graças à indústria petrolífera instalada lá, que lhe rende a posição de sétima maior renda per capita do Brasil. Poderia, no entanto, realizar um festival rico (só para Melhor Filme de ficção, o prêmio é de 150 mil reais), de muita pompa e circunstância, mas não ser levado a sério. A terceira edição demonstrou que já pode ser levado a sério, sim. E só pelo fato da prefeitura de Paulínia ter à frente um secretário municipal de cultura que sabe falar de cinema e ter se cercado de profissionais como Rubens Ewald Filho e Ivan Melo na coordenação e curadoria, já sinaliza que leva o cinema a sério. Além disso, o complexo de estúdios da cidade e o patrocínio de 40 filmes por ano não deixa margem para dúvidas de que o pesado investimento não tem como alvo atrair atores da Globo, ou algo assim.