Difícil haver alguém que nunca tenha imaginado a vida como um filme. Comédia, drama e uma pitada de suspense pelo desfecho. Escolhe-se trilha, roteiriza-se situações, cria-se fantasias para a própria trama real. E, então, vê-se que não se é personagens de um Show de Truman; os passos são guiados por nada além dos acontecimentos e suas emoções – mas, afinal, não é disso que o cinema é feito? Como uma chave mestra, foi justamente a emoção que deu ao cineasta Juan Zapata a ideia de fazer seu último filme, Ato de Vida – que, por si só, roteirizou o que nem o diretor havia imaginado. O documentário, realizado entre 2006 e 2008, nasceu de um singelo convite: “Não olha o sangue, olha só o que está acontecendo”, sugeriu, diante de imagens de um parto, a mulher que se tornaria personagem central.
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Jornal El Colombiano, Colômbia
La inspiradora historia de una mujer que grava los nacimientos de los bebés en una ciudad del sur de Brasil, es contada por el documentalista antioqueño Juan Zapata. Susana Pacheco es la única mujer de la ciudad de Pelotas, Brasil, que ofrece a las parejas un servicio muy particular: les graba en vídeo el nacimiento de sus hijos como un recuerdo para toda la vida. La historia de esta mujer, sensible y persistente con su trabajo, conmovió al realizador antioqueño Juan Zapata, quien se encuentra radicado en ese país desde 2004. Susana se convirtió así en la protagonista de Acto de Vida, un documental de 56 minutos que Juan acaba de presentar al público de Medellín y que está en proceso de selección en varios festivales internacionales de cine. Pero también Juan aparece en escena, incapaz de sustraerse de Susana y de su historia. “Es el filme más personal que he hecho y me veía tan expuesto yo como persona y como realizador que no sabía qué hacer, manifestó luego de la aplaudida presentación del filme en el Palacio de Bellas Artes.
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Jornal El Tiempo, Colombia
‘Acto de Vida’ es El último documental de Juan Zapata, realizador colombiano radicado en Brasil. Merece destacarse su ambicioso circuito de exhibición comercial. El 7 de mayo se lanzó simultáneamente en tres países y seis ciudades: Brasil (Porto Alegre, São Leopoldo, Caxias, Pelotas), Colombia (Medellín), Ecuador (Quito). El 4 de junio se estrenará en Argentina (Oberá), en Bogotá en la Cinemateca Distrital y en Barranquilla en la Cinemateca Del Caribe. Y El 2 de Julio en Guayana Francesa.
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O documentário Pachamama (2008), para além de ser visto em relação aos filmes anteriores de Eryk Rocha (Rocha que Voa, 2002, e Intervalo Clandestino, 2006) pode ser, talvez, lido como uma busca do filho de Glauber por alguns interesses muito caros a seu pai. Talvez se possa pensar Pachamama como uma reedição de um anseio cinemanovista de “descoberta do Brasil”, só que com um novo sentido: de cartografia às avessas com a busca de seus limites. A partir de marcas do início do filme, é possível observar como será feita esta leitura, tendo-se como dispositivo a imersão a uma viagem de 14 mil quilômetros, desde o Rio de Janeiro até o Peru e a Bolívia.
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Road movies mostram um ou mais personagens em uma jornada pela descoberta de novos lugares e novas pessoas. Ainda, e principalmente, revelam a jornada de auto-conhecimento desses personagens. Em Viajo porque preciso, volto porque te amo (Karim Aïnouz e Marcelo Gomes, 2009) é difícil discutir a mudança emocional de Zé Renato, protagonista, sem falar de algo semelhante no espectador. Durante uma hora e dez minutos, ele é Zé Renato, ele vive Zé Renato; aquele olhar é seu, aquela solidão é sua e aquela voz é a sua própria. O que gera a inevitável pergunta: de onde vem tal empatia se o protagonista não tem uma presença corpórea no filme?
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Antes de se aventurar em uma sessão de Viajo Porque Preciso, Volto porque te Amo, o espectador deve saber de antemão que entrará em contato com um filme conceitual da dupla de ótimos diretores Marcelo Gomes (de Cinema, Aspirinas e Urubus) e Karim Ainouz (de O Céu de Suely). Isso porque, certamente, o público incauto estranhará o estilo diferenciado empregado pelo duo em seu Road movie, uma criação que apaga propositalmente as demarcações entre ficção e documentário.
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