Começando pela celeuma da homenagem à Xuxa, convenhamos, é preciso separar os assuntos. A vinda desta senhora está no campo do business, que alcançou o seu objetivo: rendeu em mídia espontânea para o festival muito mais do que o investido em jatinho, seguranças, etc. E rendeu aos comerciantes locais aquele movimento extra, que permite ao evento fechar parcerias que fazem a máquina do festival funcionar.
Não podemos ignorar que o festival surgiu, há 37 anos, por uma demanda da área do turismo e, para o setor do comércio e de serviços, é para isto que serve o evento. Já, obviamente, para o cinema o festival tem outro sentido. E enquanto a curadoria, seja ela qual for, tiver autonomia para trazer filmes como Canção de Baal, de Helena Ignez, melhor filme segundo o Júri da Crítica, o festival, para o cinema, terá seu sentido garantido.



Dossiê Gramado 2009