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Home Inéditos "A Serbian Film" está proibido em todos os cinemas brasileiros

"A Serbian Film" está proibido em todos os cinemas brasileiros

Por Marcelo Portela

Belo Horizonte, 09 (AE) - O polêmico filme "A Serbian Film - Terror Sem Limites" está proibido em todos os cinemas brasileiros. A decisão é da Justiça Federal em Minas, que atendeu pedido da Procuradoria da República e concedeu liminar vetando a exibição do longa. A película já estava proibida no Rio de Janeiro e tinha estreia programada para o próximo dia 26 no resto do País.

A exibição do "Serbian Film", que teve a apresentação autorizada pelo Ministério da Justiça com a classificação indicativa de 19 anos, já foi proibida em diversos países por causa das cenas de sexo e violência. A película conta a história de um produtor de filmes pornográficos que é submetido a diversas barbaridades depois de ser obrigado a entrar em um projeto.

Entre as imagens que chocaram espectadores onde o longa foi exibido estão as de simulação da participação de um recém-nascido em cenas pornográficas, além de tomadas com sexo explícito, crueldade, necrofilia - sexo com cadáveres -, tortura, suicídio e mutilações, entre outras.

Diante das cenas, o Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação cautelar contra a exibição na última segunda-feira (8) e foi atendido pela Justiça. Pelo despacho, o filme "traz consigo a marca da polêmica, já deflagrada inclusive em outros países, sobretudo em razão da alegada cena na qual um recém-nascido é violentado sexualmente".

Para a Justiça Federal, a decisão do Ministério da Justiça de liberar a exibição, "ainda que elegendo um prazo de 30 dias para que os órgãos competentes verifiquem a possível ocorrência de crime, subverte a ordem natural e lógica do que é razoável". O Judiciário ainda vai julgar o mérito da ação. No Rio, a exibição havia sido proibida devido a uma ação apresentada à Justiça pelo DEM, que alegou "verdadeira apologia a crimes contra crianças e um incentivo a práticas de pedofilia".

 

Mais que na Hora

Por que o Rio Grande do Sul, sede de um dos mais tradicionais festivais de cinema do país (o de Gramado), terceiro pólo brasileiro de produção cinematográfica, território de várias escolas audiovisuais e foco geográfico de excelente revista especializada – a Teorema (já no décimo segundo número) – não dispunha de uma associação de críticos? 

A cada ano, quando a atuante Associação dos Críticos do Rio de Janeiro comandava, em Gramado, a reunião responsável pela atribuição do respeitado prêmio da crítica, eu me perguntava: mas por que um Estado com tamanha massa crítica e tradicional poder de aglutinação de suas categorias profissionais (em associações, sindicatos e cooperativas) não reúne seus críticos, pesquisadores e professores de cinema em uma associação?

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